Revista CEFAC
https://www.revistacefac.org.br/article/doi/10.1590/1982-0216/200571p0034
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Artigo

Avaliação da disfagia em pacientes pediátricos com traumatismo crânio-encefálico

Dysphagia interdisciplinary approach in pediatrics patients with head injury

Cristina Vaz Rosado; Luciana Karla Moreira Amaral; Ana Paula Galvão; Sérgio Diniz Guerra; Cristina Lemos Barbosa Furia

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Resumo

Objetivo: avaliar a ocorrência e a classificação de disfagia nos pacientes pediátricos vítimas de TCE, descrever as alterações fonoaudiológicas.

Métodos: participaram deste estudo 55 crianças na faixa etária de 1 a 13 anos, internados na UTI e enfermaria do Hospital João XXIII em Belo Horizonte – MG. Os dados foram coletados por meio da aplicação de um protocolo de avaliação fonoaudiológica.

Resultados: as alterações fonoaudiológicas mais freqüentes foram: alteração do vedamento labial, aumento do tempo de trânsito oral e faríngeo, escape oral anterior do alimento, mastigação lenta e incoordenada, ejeção oral fraca, diminuição na elevação da laringe, deglutições múltiplas, penetração e aspiração laríngea. Dos 55 pacientes, 20 foram classificados como disfágicos, 29,1% (n=16) disfagia leve, 5,3% (n=3) disfagia moderada, 3,6% (n=2) disfagia grave.

Conclusão: a disfagia mais comum foi a de grau leve, e a maioria da amostra não necessitava de vias alternativas de alimentação. Os achados fonoaudiológicos se enquadram com a classificação das disfagias.

Palavras-chave

Transtornos de Deglutição; Traumatismos Cerebrais; Criança; Fonoterapia

Abstract

Purpose: to describe the more frequent swallowing alterations throughout the occurrence and classification of dysphagia in pediatrics patients victims of cranial encephalic traumatism.

Methods: fifty-five children were studied at between 1 and 13-year old, admitted in the Intensive Care and ward at João XXIII Hospital, Belo Horizonte-MG. The chosen method was performed through a speech and swallowing protocol.

Results: the most frequent swallowing alterations has been labial closure inefficient, oral and pharyngeal transit time increased, previous oral escape of the food, uncoordinated and slow chew, weak tongue ejection, larynx elevation reduced, multiple deglutition, penetration and laryngeal aspiration. Of the 55 patients, 20 had been classified as dysphagic, 29,1% (n=16) mild dysphagia, 5,3% (n=3) moderate dysphagia, 3,6% (n=2) severe dysphagia.

Conclusion: the most common dysphagia was a light degree, and the largest part of the sample didn't need alternative nutrition ways. The swallowing events found were framed with the dysphagia classification.

Keywords

Deglutition Disorders; Brain Injuries; Child; Speech Therapy

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Submetido em:
20/08/2004

Aceito em:
10/01/2005

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