Revista CEFAC
https://www.revistacefac.org.br/article/doi/10.1590/1982-0216/20202239519
Revista CEFAC
Brief Communication

Tele-education applied to human communication health to cope with triple epidemics in the state of Pernambuco, Brazil: an experience report

Tele-educação em saúde da comunicação humana para o enfrentamento da tríplice endemia em Pernambuco, Brasil: um relato de experiência

Tatiana de Paula Santana da Silva; Fabiana de Oliveira Silva Sousa; Gabrielle Araújo Leite; Maria Edvany de Melo Pereira; Marilia Cleide Tenório Gomes; Mirella Rodrigues; Maria Luiza Lopes Timóteo de Lima; Cynthia Maria Barboza do Nascimento

Downloads: 0
Views: 299

Abstract

Objective: to evaluate the implementation of tele-education sessions for health professionals working in primary care and at Family Health Support Centers, addressing the repercussions of triple endemics to human communication health in the state of Pernambuco, Brazil.

Methods: following approval from the ethics committee, an experience report was performed, in partnership with a telehealth center. The methods involved three steps: 1- creation of a flowchart for the implementation phases; 2- offer of educational sessions; 3- evaluation of satisfaction on the part of the public.

Results: the implementation process consisted of five phases: institutional partnership, training, planning, offering of service and evaluation. Seven educational sessions were held, with a total of 175 viewings. Regarding satisfaction, 100% of the participants considered the topics interesting and that the learning experience was important to their professional qualification. Most of them (86%), reported feeling secure regarding the retention of the knowledge acquired.

Conclusion: the implementation of the tele-education service had repercussions on statewide views and was approved by 100% of the participants, constituting a promising, easily accessible, comprehensive proposal in the continued education of health professionals working in primary care and at Family Health Support Centers

Keywords

Speech, Language and Hearing Sciences; Telemedicine; Microcephaly; Education, Distance; Education, ContinuingSpeech, Language and Hearing Sciences; Telemedicine; Microcephaly; Education, Distance; Education, Continuing

Resumo

Objetivo: avaliar o processo de implantação de sessões de tele-educação para os profissionais que atuam na Atenção Primária à Saúde e nos Núcleos de Apoio à Saúde da Família, com temáticas voltadas para as repercussões da tríplice endemia na saúde da comunicação humana no estado de Pernambuco, Brasil.

Métodos: relato de experiência, desenvolvido após aprovação do Comitê de Ética, em parceria com um Núcleo de Telessaúde. O percurso metodológico envolveu três etapas: 1- criação do fluxograma das fases de implantação; 2- oferta das sessões educativas; 3- Avaliação da satisfação pelo público.

Resultados: o processo de implantação foi constituído por cinco fases: Parceria institucional; Capacitação; Planejamento; Oferta do serviço e Avaliação da ação. Foram realizadas sete sessões educativas. O total de acessos incluiu 175 visualizações. Na análise da satisfação, 100% consideraram as temáticas interessantes e que as contribuições oriundas dessa aprendizagem foram importantes para a qualificação profissional. A maioria (86%) referiu se sentir segura quanto à retenção/apreensão do tema exposto.

Conclusão: a implantação do serviço de Tele-educação proposto repercutiu em visualizações em todo estado e foi aprovada por 100% dos participantes, constituindo uma proposta de fácil acesso, abrangente e promissora no processo de educação permanente para os profissionais que atuam na APS e nos NASF’s.

Palavras-chave

Fonoaudiologia; Telemedicina; Microcefalia; Educação a Distância; Educação Continuada

Referencias

1. Caveião C. Vírus Zika suas complicações relacionadas à microcefalia e Guillain-Barré. Saúde. 2016;1(15):3-6.

2. Secretaria Executiva de Vigilância em Saúde. Informe Técnico – nº 03/2019. Síndrome congênita relacionada à infecção pelo vírus Zika. [cited 2019 Jun05]. Disponível em: https://docs.wixstatic.com/ugd/3293a8_070a403ca151417e91d5e98ddc6526a8.pdf.

3. Martinez-Pulgarin DF, Acevedo-Mendoza WF, Cardona-Ospina JÁ, Rodriguez-Morales AJ, Paniz-Mondolfi AE. A bibliometric analysis of global Zika research. Travel Medicine and Infectious Disease. 2016;14(1):55-7.

4. Galavote HS, Franco TB, Freitas PSS, Lima EFA, Garcia ACP, Andrade MAC et al. A gestão do trabalho na estratégia saúde da família:(des) potencialidades no cotidiano do trabalho em saúde. Saúde e Sociedade. 2016;25(4):988-1002.

5. Ferreira AF, Cortez EA, Fernandes ACM, Almeida LP. A educação permanente em saúde como contribuição para o registro de enfermagem. Revista Online de Pesquisa. 2018;10(3):92-5.

6. Cavalcanti FOL, Guizardi FL. Educação continuada ou permanente em saúde? Análise da produção pan-americana da saúde. Trabalho, Educação e Saúde. 2018;16(1):99-122.

7. Queiroz GS, Santos MLR. A mediação da aprendizagem na educação permanente em saúde: análise da sua capacidade de problematizar. Revista EDaPECI. 2018;18(2):24-36.

8. Bevilacqua P, Melo CM, Barletto M. Educação Permanente em Vigilância em Saúde: formação política e reorientação de práticas em serviços. In: Ferla AA, Pinto HÁ (orgs). Integração entre universidade e sistemas locais de saúde: experimentações e memórias da educação pelo trabalho. Porto Alegre: Rede UNIDA; 2017. p. 78-102.

9. Vieira RR, Corvino M, Almeida ACV, Mourão LC. Reflexões multidisciplinares em serviço e sua influência na prática do médico da atenção básica: contribuições da educação permanente em saúde. Revista Pró-Univer SUS. 2018;8(2):128-9.

10. Wen CL. Telemedicina - visão sob foco de uma disciplina. Rev Telem Telessaude. 2006;2(2):20-8.

11. Wen CL. Telemedicina e telessaúde - um panorama no Brasil. Informática Pública. 2008;10(2):7-15.

12. Spinardi ACP, Quinhoneiro BW, Lung WC, Paula LM. Telefonoaudiologia: ciência e tecnologia em saúde. Pró-fono R. Atual. Científ. 2009;21(3):249-54.

13. Bones AANS, Costa MR, Cazella SC. A educação para o enfrentamento da epidemia do HIV. Interface. 2018;22(1):1457-69.

14. Garcia LP. Epidemia do vírus Zika e microcefalia no Brasil: emergência, evolução e enfrentamento, Texto para Discussão, No. 2368, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Brasília; 2018. p.1-53.

15. Ferretti F, Romancini F, Schneider LR, Ferraz L. Prática baseada em evidência no contexto dos núcleos de apoio a saúde da família em Chapecó. Cogitare Enferm. 2018;23(2):e52774.

16. Brasil. Ministério da saúde. Gabinete do Ministro; Portaria nº 2.546, de 27 de outubro de 2011, Redefine e amplia o Programa Telessaúde Brasil, que passa a ser denominado Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes (Telessaúde Brasil Redes). Diário Oficial da União. 2011. [Accessed on 25 August 2016]. Available from: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/prt2546_27_10_2011.html.

17. Conselho Federal de Fonoaudiologia. Resolução n. 427, de 1º de março de 2013. Dispõe sobre a regulamentação da Telessaúde em Fonoaudiologia e dá outras providências. Diário Oficial da União. 05 mar 2013; Seção 1:158. [Accessed on 25 August 2016]. Available from: http://www.fonoaudiologia.org.br/legislacaoPDF/Res%20427-2013.pdf.

18. Leitão GGS, Silva TPSS, Lima MLLT, Rodrigues M, Nascimento CBM. Educational actions in human communication health: telehealth contributions in primary care. Rev. CEFAC. 2018;20(2):182-90.

19. Nascimento VF. Fluxograma de acesso e atendimento de Enfermagem em Unidade de Saúde Da Família. Revista Eletrônica Gestão & Saúde. 2013;4(1):1922-27.

20. Tabile PM, Berbhard TW, Müller E, Dihel D, Koepp J. A importância do fluxograma para o trabalho da saúde da família na visão do projeto PET-saúde. Revista Eletrônica Gestão & Saúde. 2015;6(1):680-90.

21. Novaes MA Machiavelli JL, Verde FCV, Campos Filho AS, Rodrigues TRC. Tele-educação para educação continuada das equipes de saúde da família em saúde mental: a experiência de Pernambuco, Brasil. Interface-Comunicação, Saúde, Educação. 2012;16(43) 1095-106.

22. Petrônio CNV, Melo AMD, Neto EM, Sampaio JAA, Telles MVL, Souza CMSC. O Início da epidemia do Zika Vírus e os seus reflexos na Saúde Pública Nacional e Internacional. Id online Revista de Psicologia. 2018;12(40):1232-35.

23. França LS, Macedo MA, Vieira SNS, Santos AT, Sanches GJC, Silva JM et al. Challenges for the control and prevention of the aedes aegypti mosquito. Journal of Nursing UFPE. 2017;11(12):4913-8.

24. Williamson EK. Cuidado nos tempos de Zika: notas da pós-epidemia em Salvador (Bahia), Brasil. Interface-Comunicação, Saúde, Educação. 2018;22(66):685-96.

25. Figueiredo VCU, Corrêa CRS. A implantação do Telessaúde em Campinas. Trabalhos Completos ALED BRASIL. 2016;2(4):1-14.

26. Oliveira DG, Frias PG, Vanderlei LCM, Vidal AS, Novaes MA, Souza WV. Análise da implantação do Programa Telessaúde Brasil em Pernambuco, Brasil: estudo de casos. Cadernos de Saúde Pública. 2015;31(11):2379-89.

27. Nascimento CMB, Lima MLLT, Sousa FOS, Novaes MA, Gldino DB, Silva ECH et al. Telespeech therapy as a continued education strategy in primary health care in the state of Pernambuco, Brazil. Rev. CEFAC. 2017;19(3):371-80.

28. Dantas RM, Santos IT, Araújo JC, Neto NB. A Telessaúde como instrumento de educação em saúde: uma revisão da literatura. Saúde. com. 2016;12(4):688-92.

29. Fiorentino G, Sebastião B, Mattos L, Grass K. Tendências do setor de saúde no Brasil. Bain & Company, São Paulo; 2016.

30. Bernardes LM. Análise da tele-educação interativa em tuberculose no Município de Praia Grande [tese]. Santos (SP): Universidade Católica de Santos, Curso de Saúde Coletiva, Departamento de Ciências Sociais Aplicadas a Saúde; 2016.

31. Maeyama MA, Calvo MCM. The integration of telehealth in regulation centrals: the teleconsulting as a mediator between primary care and specialized care. Revista Brasileira de Educação Médica. 2018;42(2):63-72.

 


Submitted date:
17/07/2019

Accepted date:
27/01/2020

6a0ce5cda953957a623cd765 cefac Articles

Revista CEFAC

Share this page
Page Sections