Revista CEFAC
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Relatos de Casos

Retextualization as a practice in speech language therapy with deaf individuals

A retextualização como prática nas terapias fonoaudiológicas com sujeitos surdos

Ana Cristina Guarinello; Giselle Massi; Ana Paula Berberian; Débora Pereira Cláudio; Priscila Soares Vidal Festa; Hugo Amilton Santos de Carvalho

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Abstract

The use of retextualization resources is a helpful way to let deaf individuals to produce textual writing gender according to orthographic and grammatical Portuguese conventions. In this way, this work aims to discuss the retextualization processes used as a practice in speech language therapy group sessions as a way for this population to make use of writing Portuguese language. In this research there are writing samples wrote by 8 deaf individuals that use sign language and writing Portuguese language. These papers were produced in group sessions, with deaf individuals, a speech language therapist and other professionals. The deaf individuals at first produced the samples in sign language, after that, they commented and discussed and afterwards the samples were retextualized through writing language. After the retextualization, deaf individuals were asked to read the texts and if it was necessary modify it. Following that, the deaf individuals and the professionals read the text again and retextualizes it in a final writing version. In the analyzed texts the retextualization operations used with more frequency were: syntactic rebuilds, rebuilt some structures to make the sentences inside the language rules, and stylistics treatment selecting new syntactic and lexical structures Through retextualization processes, deaf individuals start to consider Portuguese writing language and its social function, using this modality of language with more disposition and confidence.

Keywords

Speech, Language and Hearing Sciences; Deafness; Handwriting

Resumo

Para que sujeitos surdos estabeleçam relações entre a língua brasileira de sinais e a língua portuguesa, o uso de recursos de retextualização pode ser uma ferramenta capaz de levar tais sujeitos a produzirem gêneros textuais escritos de acordo com convenções ortográficas e gramaticais do português. Nesta perspectiva, o objetivo deste trabalho é discutir o processo de retextualização usado como prática nas terapias fonoaudiológicas em grupo como um meio desses sujeitos se apropriarem da língua portuguesa em sua modalidade escrita. Participaram da pesquisa 8 surdos que fazem uso de Libras e da língua portuguesa em sua modalidade escrita. Inicialmente, os sujeitos produziam textos em língua de sinais que, depois de comentados e discutidos, em sessões em grupo, contando com a presença de uma fonoaudióloga, além de outros profissionais, eram retextualizados por meio da escrita. Após a retextualização, os sujeitos surdos foram convocados a reler o texto e, caso julgassem necessário, a modificá-lo. Na sequência, eles reliam os textos em conjunto com os profissionais e o retextualizavam em uma versão final escrita. Nos textos analisados, as operações de reestruturações sintáticas, de reconstruções textuais em função da norma da língua, bem como as de tratamento estilístico com seleção de novas estruturas sintáticas e opções lexicais foram as mais usadas nos processos de retextualização. A partir dos processos de retextualização, os surdos passaram a refletir sobre a escrita e sua função social, assumindo essa modalidade da linguagem com mais disposição e autoconfiança.

Palavras-chave

Fonoaudiologia; Surdez; Escrita Manual

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Submetido em:
13/08/2012

Aceito em:
17/09/2013

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