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Original Articles

Effectiveness of speech therapy in evolution of oral ingestion in patients with post stroke oropharyngeal dysphagia

Efetividade da intervenção fonoaudiológica na progressão da alimentação via oral em pacientes com disfagia orofaríngea pós AVE

Clarissa Inaoka; Christiane Albuquerque

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Abstract

Purpose: to analyze the effectiveness of speech therapy in the evolution of oral ingestion of patients with dysphagia symptoms, who have suffered previous or current stroke, admitted to a federal hospital in Rio de Janeiro.

Methods: a retrospective study was made from medical records of 20 patients, for which was requested speech therapy for dysphagia. A functional scale was used to compare the oral ingestion level of each patient, before and after the therapy. Possible interference factors in the progression on the scale were studied: age, duration and incidence of previous stroke, clinical complications.

Results: over 20 patients, 15 showed improvement in the oral intake scale after speech therapy. Clinical complications were considered statistically significant for the lack of evolution in oral feeding. Other analyzed factors were not statistically significant, and they did not interfere in the improvement or worsening of the patient.

Conclusion: speech therapy is effective in improving food intake by mouth in patients treated in hospitals with neurogenic dysphagia after stroke, except if clinical complications appear during the process.

Keywords

Deglutition Disorders; Speech Therapy; Stroke

Resumo

Objetivo: analisar a efetividade na progressão da alimentação via oral de pacientes com sintomas de disfagia, que sofreram acidente vascular encefálico prévio ou atual, internados em um hospital federal do Rio de Janeiro.

Métodos: foi feito estudo retrospectivo do prontuário de 20 pacientes com acidente vascular encefálico, para os quais foi solicitada fonoterapia para disfagia. Para comparação do nível de ingestão oral de cada paciente, antes e depois da terapia, foi utilizada uma escala funcional. Foram estudados os possíveis fatores de interferência na progressão na escala como: idade, intercorrências clínicas, tempo e incidência prévia do AVE. Os seguintes indicadores de resultado foram analisados: tempo para retirada de via alternativa de alimentação e tempo para reintrodução de alimentação via oral.

Resultados: dos 20 pacientes, 15 apresentaram melhora na escala de ingestão oral após a fonoterapia. As intercorrências clínicas foram consideradas estatisticamente significantes para a não evolução da alimentação via oral. Os outros fatores analisados não demonstraram significância estatística, sugerindo não interferir na melhora ou piora do paciente. Foi possível reintroduzir alimentação via oral e retirar via alternativa de alimentação antes de 10 dias.

Conclusão: a fonoterapia é efetiva para melhorar a ingestão de alimentos por via oral nos pacientes com AVE e disfagia neurogênica, atendidos em ambiente hospitalar, salvo se apresentarem intercorrências clínicas e rebaixamento do nível de consciência durante o processo.

Palavras-chave

Transtornos da Deglutição; Fonoterapia; Acidente Vascular Cerebral

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Submitted date:
05/28/2012

Accepted date:
09/20/2012

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