Influence of gender, age, occupation and phonoaudiological diagnosis in the voice quality of life
Influência do sexo, idade, profissão e diagnóstico fonoaudiológico na qualidade de vida em voz
Gabriele Rodrigues Bastilha; Joziane Padilha de Moraes Lima; Carla Aparecida Cielo
Abstract
Purpose: to investigate and to correlate the responses to Voice-Related Quality Of Life questionnaire and Voice Handicap Index, in a group of subjects according to age, sex, professional use of voice and speech-language diagnosis.
Methods: analysis of responses to Voice-Related Quality Of Life questionnaire and Voice Handicap Index and records of 48 subjects, 41 women and seven men; with ages between 18 and 63 years old; six people who use their voices professionally and 42 who do not use their voices professionally; 39 subjects with functional dysphonia, six with organic dysphonia and three with organofunctional dysphonia. Qui-quadrado test and Spearman correlation coefficient (p=0,05).
Results: a significant association between sex and emotional score Voice-Related Quality Of Life and Voice Handicap Index; ages with scores Voice-Related Quality Of Life emotional, and physical and emotional Voice Handicap Index; speech-language diagnosis. with the emotional speech of Voice Handicap Index; profession with total score, emotional and physical Voice-Related Quality Of Life, and functional Voice Handicap Index; positive correlation between aspects of each protocol separately and negative correlation between the values of questionnaires.
Conclusion: in the study group, there was a higher quality of life in females, decreased quality of life and voice handicap increased with increasing age, the presence of dysphonia organofunctional generated greater voice handicap, voice professionals had a poorer quality of life and greater voice handicap. The protocols showed additional results and useful to measure the impact of voice on quality of life of individuals.
Keywords
Resumo
Objetivo: investigar e correlacionar as respostas aos questionários de Qualidade de Vida em Voz e Índice de Desvantagem Vocal, conforme idade, sexo, uso profissional ou não da voz e diagnóstico fonoaudiológico.
Métodos: análise das respostas aos questionários Qualidade de Vida em Voz e Índice de Desvantagem Vocal dos registros de 48 sujeitos, sendo 41 mulheres e sete homens; com idades entre 18 e 63 anos; seis profissionais da voz e 42 não profissionais; 39 sujeitos com disfonia funcional, seis com disfonia orgânica e três com disfonia organofuncional. Teste Qui-quadrado e coeficiente de correlação de Spearman (p=0,05).
Resultados: quanto ao questionário de Qualidade de Vida em Voz, houve associação significante entre sexo e escore emocional; faixa etária e escore emocional; profissão e escore total, emocional e físico. Quanto ao Índice de Desvantagem Vocal, houve associação significante entre sexo e escore emocional; faixa etária e escore físico e emocional; diagnóstico fonoaudiológico e escore emocional; profissão e escore funcional. Houve correlação positiva entre os aspectos de cada protocolo separadamente e correlação negativa entre as pontuações dos questionários.
Conclusão: no grupo estudado, verificou-se maior qualidade de vida no sexo feminino; decréscimo da qualidade de vida e aumento da desvantagem vocal com o aumento da idade; a presença de disfonia organofuncional gerou maior desvantagem vocal; os profissionais da voz apresentaram pior qualidade de vida e maior desvantagem vocal. Os protocolos utilizados mostraram resultados complementares e úteis para mensurar o impacto de uma disfonia na qualidade de vida dos sujeitos.
Palavras-chave
Referências
1. Behlau M. O livro do especialista. Rio de Janeiro: Revinter; 2008.
2. Spina AL, Maunsell R, Sandal K, Gusmão R, Crespo A. Correlação da qualidade de vida e voz com atividade profissional. Braz J Otorhinolaryngol. 2009;75(2):275-9.
3. Schwartz SR, Cohen SM, Dailey SH, Rosenfeld RM, Deutsch ES, Gillespie MB et al. Clinical practice guideline: hoarseness (dysphonia). Otolaryngol Head Neck Surg. 2009;141(2):1-31.
4. Berg EE, Hapner E, Klein A, Johns MM. Voice therapy improves quality of life in age-related dysphonia: a case-control study. J Voice. 2008;22(1):70-4.
5. The WHOQOL Group. The World Health Organization quality of life assessment (WHOQOL): position paper from the World Health Organization. Soc Sci Med. 1995;41(10):1403-9.
6. Hogikyan ND, Sethuraman G. Validation of an instrument to measure voice-related quality of life (V-RQOL). J Voice. 1999;13(4):557-69.
7. Gasparini G, Behlau M. Quality of life: validation of the Brazilian Version of the Voice-related Quality of Life (V-RQOL) measure. J Voice. 2009;23(1):76-81.
8. Jacobson BH, Johson A, Grywalsky C, Silbergleit A, Jacobson G, Benninger MS. The Voice Handicap Index (VHI); Development and validation. Am J Speech Lang Pathol. 1997;6(3):66-9.
9. Behlau M, Oliveira G, Santos LMA, Ricarte A. Validação no Brasil de protocolos de auto-avaliação do impacto de uma disfonia. Pró-Fono R Atual Cient. 2009;21(4):326-32.
10. Branski RC, Cukier-Blaj S, Pusic A, Cano SJ, Klassen A, Mener D et al. Measuring quality of life in dysphonic patients: a systematic review of content development in patient-reported outcomes measures. J Voice. 2010;24(2):193-8.
11. Haddad L, Abrahão M, Cervantes O, Ceccon FP, Gielow I, Carvalho JR et al. Avaliação da voz em pacientes submetidos à cordectomia com laser de CO2. Rev Bras Otorrinolaringol. 2006;72(3):295-302.
12. Kasama ST, Brasolotto AG. Percepção vocal e qualidade de vida. Pró-Fono R Atual Cient. 2007;19(1):19-28.
13. Morais EPG, Azevedo RR, Chiari BM. Correlação entre voz, autoavaliação vocal e qualidade de vida em voz de professoras. Rev CEFAC. 2012;14(5):892-900.
14. Ribeiro V, Santos AB, Prestes T, Bonki E, Carnevale L, Leite APD. Autoavaliação vocal e qualidade de vida em voz de indivíduos hipertensos. Rev CEFAC. 2013;15(1):128-34.
15. Putnoki DS, Hara F, Oliveira G, Behlau M. Qualidade de vida em voz: o impacto de uma disfonia de acordo com gênero, idade e uso vocal profissional. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2010;15(4):485-90.
16. Penteado RZ, Bicudo Pereira IMT. Qualidade de vida e saúde vocal de professores. Rev Saúde Pública. 2007;41(2):236-43.
17. Murry T, Zschommler A, Prokop J. Voice Handicap in Singers. J Voice. 2009;23(3):376-9.
18. Nawka T, Verdonck-de Leeuw IM, De Bodt M, Guimaraes I, Holmberg EB, Rosen CA, et al. Item Reduction of the Voice Handicap Index Based on the Original Version and on European Translations. Folia Phoniatr Logop. 2009;61:37-48.
19. Madeira FB, Tomita S. Avaliação do Voice Handicap Index em pacientes com perda auditiva neurossensorial bilateral a partir de grau moderado. Braz J Otorhinolaryngol. 2010;76(1):59-70.
20. Pribuisiene R, Uloza V, Saferis V. Multidimensional voice analysis of reflux laryngitis patients. Eur Arch Otorhinolaryngol. 2005;262(1):35-40.
21. Higginson IJ, Carr AJ. Measuring quality of life: Using quality of life measures in the clinical setting. BMJ. 2001;322(7297):1297-300.
22. Kazi R, De Cordova J, Singh A, Venkitaraman R, Nutting CM, Clarke P et al. Voice-related Quality of Life in laringectomees: assessment using the VHI and V-RQOL symptom scales. J Voice. 2007;21(6):728-34.
23. Silva CR, Silva PC. Ocorrência de alterações vocais em alunas da Universidade Aberta à Terceira Idade da UNIMEP [monografia]. Piracicaba (SP): Universidade Metodista de Piracicaba; 2006.
24. Roy N, Stemple J, Merrill RM, Thomas L. Epidemiology of Voice Disorders in the Elderly: Preliminary Findings. Laryngoscope. 2007;117(2):628-33.
25. Gama ACC, Alves CFT, Cerceau JSB, Teixeira LC. Correlação entre dados perceptivo-auditivos e qualidade de vida em voz de idosas. Pró-Fono R Atual Cient. 2009;21(2):125-30.
26. Ferreira LP, Akutsu CM, Lucioano P, Viviano NAG. Condições de produção vocal de teleoperadores: correlação entre questões de saúde, hábitos e sintomas vocais. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2008;13(4):307-15.
27. Gampel D, Karsch UM, Ferreira LP. Percepção de voz e qualidade de vida em idosos professores e não professores. Cien Saúde Colet. 2010;15(6):2907-16.
28. Tutya AS, Zambon F, Oliveira J, Behlau M. Comparação dos escores dos protocolos QVV, IDV e PPAV em professores. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2011;(3):273-81.
29. Lima-Silva MFB, Ferreira LP, Oliveira IB, Silva MAA, Ghirardi ACAM. Distúrbio de voz em professores: autorreferência, avaliação perceptiva da voz e das pregas vocais. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2012;17(4):391-7.
30. Tsuji DH, Chrispim FS, Imamura R, Sennes LU, Hachiya A. Impacto na qualidade vocal da miectomia parcial e neurectomia endoscópica do músculo tireoaritenóideo em paciente com disfonia espasmódica de adução. Rev Bras Otorrinolaringol. 2006;72(2):261-6.
Submetido em:
29/08/2013
Aceito em:
25/11/2013


