The holophrastic speech of a teenager: a case report
A fala holofrásica de uma adolescente: relato de caso
Maria Rosirene Lima Pereira; Regina Maria Freire
Abstract
This case report aimed at clinical and theoretical issues about the holophrastic speech of a teenager. Its objective is to investigate the structure and function of this holophrastic speech on speech and language clinic. The speech data of this teenager were extracted from clinical material of therapy sessions and the theoretical model of multi layering of the language symptoms has subsidized its analysis. In particular, we observed the raising, by the speech therapist, of the metaprocedure of the sanction in their impact on the recognition or denial of the subject and the significant, coupled with listening to the speech of the teenager. The holophrastic speech had its enigmatic specificity questioned from the uniqueness of the clinical material, whether in the literalness of the data, or by listening to the sound and amorphous mass that constitutes it. The results support the hypothesis that the holophrastic speech would be a language symptom constituted by the agglutination of unintelligible segments that are presented as sonorous and amorphous mass formed by a mixing of significants, heard as distorted, solded or without pause between them. Despite it's functional and structural specificity, holophrastic speech has its own functioning subjected to the proper order of language, in articulation to the individual event of the speech of the subject.
Keywords
Resumo
Este relato de caso volta-se a questões teóricas e clínicas sobre a fala holofrásica de uma adolescente e tem, como objetivo, investigar a estrutura e o funcionamento dessa fala. Os dados de fala da adolescente mencionada foram extraídos do material clínico de sessões terapêuticas e sua análise foi subsidiada pelo modelo teórico de organização dos sintomas de linguagem. Em particular, observou-se o alçamento, pelo fonoaudiólogo, do metaprocedimento da sanção, em sua incidência sobre o reconhecimento ou negação do sujeito e do significante, aliado à escuta da fala da adolescente. Por essa via, a fala holofrásica teve sua especificidade enigmática interrogada a partir da singularidade do material clínico, seja na literalidade do dado, seja na escuta à massa amorfa e sonora que a constitui. Os resultados dão suporte à hipótese de que a fala holofrásica seria um sintoma de linguagem e se constituiria pela aglutinação de segmentos ininteligíveis apresentados como massa amorfa e sonora formada por uma miscigenação de significantes, escutados como distorcidos, soldados ou sem pausa entre si. Apesar de sua especificidade funcional e estrutural, a fala holofrásica tem seu funcionamento submetido à ordem própria da língua, em articulação ao acontecimento individual da fala do sujeito.
Palavras-chave
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Submitted date:
10/17/2013
Accepted date:
03/31/2014


