Self-perception and voice quality of journalism students
Autopercepção e qualidade vocal de estudantes de jornalismo
Ana Alice Leal dos Santos; Eliane Cristina Pereira; Juliana Marcolino; Ana Paula Dassie-Leite
Abstract
Purpose: to relate data from auditory vocal analysis, complaint and vocal self-perception of journalism students.
Methods: it is an observational, descriptive, cross-sectional study with prospective data collection, conducted at Universidade Estadual do Centro-Oeste/UNICENTRO-PR. 41 journalism students participated, 27 women and 14 men. A protocol was applied to collect data of identification and voice complaints, and vocal recordings were made with sustained emission of the vowel "a" and chained (counting of numbers and months of the year). These recordings were analyzed by a speech therapist, voice specialist, related to voice quality (adapted or altered). Students also responded to the protocol "Descriptive terms about voice".
Results: despite presenting adapted voices, the students presented voice complaints. The most common complaints reported referred to pitch change, phonemic production, voice quality and speech speed. The students who presented adapted voice quality mentioned a greater amount of positive terms related to the self-perception. There was no difference when compared the average amount of positive and negative terms presented by the group. The most positive terms listed were: nice voice, expressive, confident, feminine, strong and docile. The negatives were: tuneless voice, unstable, oscillating, irregular, rapid, nasal voice, low and timid.
Conclusion: even with adapted voices from the auditory vocal point of view, journalism students refer voice complaints, probably due to the demand placed upon them during graduation.
Keywords
Resumo
Objetivo: relacionar dados da avaliação perceptivo-auditiva, queixa e autopercepção vocal de estudantes de Jornalismo.
Métodos: trata-se de estudo observacional, descritivo, transversal, com coleta de dados prospectiva, realizado na Universidade Estadual do Centro Oeste/UNICENTRO-PR. Participaram 41 estudantes de Jornalismo, sendo 27 do sexo feminino e 14 do sexo masculino. Foi aplicado um protocolo para coleta de dados de identificação e de queixas de voz, bem como foram feitos registros vocais com emissão sustentada da vogal "a" e encadeada (contagem de números e meses do ano). Tais registros foram analisados por um fonoaudiólogo especialista em voz quanto à qualidade vocal (adaptada ou alterada). Os estudantes também responderam ao protocolo "Termos descritivos sobre a voz".
Resultados: mesmo apresentando vozes adaptadas, os estudantes apresentaram queixas vocais. As queixas mais comuns referiram-se a alterações de pitch, produção fonêmica, qualidade vocal e velocidade de fala. Os estudantes que apresentaram qualidade vocal adaptada mencionaram maior quantidade de termos positivos referentes à autopercepção. Não houve diferença na comparação entre a quantidade média de termos positivos e negativos apresentados pelo grupo. Os termos positivos mais referidos foram: voz simpática, expressiva, confiante, feminina, forte e dócil. Os negativos foram: voz desafinada, instável, oscilante, irregular, rápida, anasalada, baixa e tímida.
Conclusão: mesmo com vozes adaptadas do ponto de vista perceptivo-auditivo, acadêmicos de jornalismo referem queixas vocais, provavelmente pela demanda imposta durante a graduação.
Palavras-chave
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Submetido em:
21/09/2012
Aceito em:
10/02/2013


