Speech recognition in ski slope sensorineural hearing loss
Estudo do reconhecimento de fala nas perdas auditivas neurosensoriais descendentes
Deborah Grace Dias Fernandes; Pamella Carine de Sousa; Leticia Pimenta Costa-Guarisco
Abstract
Purpose: to determine which aspects of the audiometric configuration influence speech recognition in ski slop sensorineural hearing loss.
Methods: a survey of hospital records of patients treated at the Hearing Health Care in the period from March to July 2011 was performed selecting individuals above 18 years old and ski slop sensorineural hearing loss from mild to severe degree, with difference between the means of the frequencies of 0.25 to 2 kHz and 3-8 kHz greater than 15 dB HL. The sample of the study consisted of 30 patients (55 ears), 19 men and 11 women, aged between 26 and 91 years. Based on audiological evaluation, tests of speech recognition were correlated with different average hearing thresholds, including frequencies from 0.5 to 4 kHz. Furthermore, the differences in auditory thresholds between octave frequencies was studied and its impact on speech discrimination.
Results: excellent correlation was found between the mean thresholds from 0.5 to 4 kHz with speech discrimination, this correlation being stronger with the inclusion of the frequencies of 3 and 4 kHz in tone average. However, increasing the difference in hearing threshold between octaves of frequencies, which implies a ski slop, did not interfere significantly on tests of speech recognition.
Conclusions: based on the results of this study, we can conclude that the frequencies of 3 kHz and 4 kHz contribute to the speech intelligibility.
Keywords
Resumo
Objetivo: verificar quais aspectos da configuração audiométrica influenciam a discriminação de fala nas perdas auditivas neurossensoriais descendentes.
Métodos: foi realizado um levantamento de prontuários hospitalar dos pacientes atendidos no Serviço de Atenção à Saúde Auditiva, no período de março a julho de 2011, selecionando-se indivíduos com perdas auditivas neurossensoriais descendentes de grau leve a severo com idade superior a 18 anos. A perda auditiva foi considerada descendente quando a diferença entre as médias das frequências de 0,25 a 2 kHz e 3 a 8 kHz foi maior que 15 dBNA. A partir deste levantamento a amostra do estudo foi composta por 30 pacientes (55 orelhas) sendo 19 homens e 11 mulheres, com idades compreendidas entre 26 e 91 anos. Com base na avaliação audiológica realizada previamente, os testes de reconhecimento de fala foram correlacionados com diferentes médias de limiares tonais, incluindo as frequências de 0,5 a 4 kHz. Além disso, estudou-se as diferenças dos limiares auditivos tonais entre oitavas de frequências, ou seja, o grau de inclinação das curvas audiométricas, e o seu impacto na discriminação de fala.
Resultados: encontrou-se ótima correlação entre os limiares médios de 0,5 a 4 kHz com a discriminação de fala, sendo essa correlação mais forte com a inclusão das frequências de 3 e 4 kHz na média tonal. No entanto, o aumento da diferença do limiar auditivo entre as oitavas de frequências, que implica em uma maior inclinação da curva audiométrica com queda acentuada nas frequências altas, não interferiu de forma significante nos testes de reconhecimento de fala.
Conclusão: com base nos resultados deste estudo, pode-se concluir que as frequências de 3 e 4 kHz contribuem para a inteligibilidade de fala.
Palavras-chave
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Submetido em:
08/10/2012
Aceito em:
20/05/2013


