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Prevalence of dizziness in older people

Prevalência de tontura na terceira idade

Lidiane Maria de Brito Macedo Ferreira; Karyna Mirelly Oliveira Bezerra de Figueiredo Ribeiro; André Luiz da Silva Pestana; Kenio Costa de Lima

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Abstract

Purpose: to measure the prevalence of dizziness in elderly participants of a living group of a brazilian Unified Health System (SUS) referral center located in the city of Natal-RN.

Methods: prospective study. Fifty individuals were interviewed, aged between 60 and 88 years. Data were studied through descriptive analysis.

Results: the prevalence of dizziness in this population was 74%, from which 35.1% had only vertigo, 13.5% had vertigo associated to other types of dizziness, 24.3% had imbalance, 8.1% sensation of floating, 16.2% had presyncope, and 2.7% had sensation of floating and presyncope. About duration of dizziness, for 48.6% it lasted in seconds. About otoneurologic symptoms, 48.64% had neurovegetative symptoms, 56.8% had tinnitus, 56.8% had hearing loss, 43.2% had ear fullness. Regarding other problems, 10.8% did not wear glasses; 2.7% wore hearing aids, 8.1% used canes, 48% had two or more associated diseases and 40% was using three or more medications daily. Comparing dizzy and not dizzy patients, it was found a prevalence ratio (PR) of 0.947 for number of comorbidities and 0.971 for number of medications. When elderly with vertigo and other types of dizziness were compared, it was found a RP 1.197 for tinnitus, 1.050 for ear fullness, 2.111 for neurovegetative symptoms, 0.480 for duration of dizziness, 0.528 for number of comorbidities and 0.758 for number of medications.

Conclusion: we conclude that dizziness is a very prevalent symptom in the elderly, coexisting with co-morbidities and use of multiple medications.

Keywords

Aged; Prevalence; Dizziness

Resumo

Objetivo: aferir a prevalência de tontura em idosos participantes de um grupo de convivência do Sistema Único de Saúde localizado em centro de especialidades e assistência à saúde do idoso no município de Natal-RN.

Métodos: estudo prospectivo. Para estatística, utilizou-se análise descritiva dos dados.

Resultados: foram entrevistados 50 idosos, com idades entre 60 e 88 anos. A prevalência de tontura nesta população foi de 74%. Destes, 35,1% apresentavam apenas vertigem; 13,5% apresentavam vertigem associada a outro tipo de tontura; 24,3% apresentavam desequilíbrio; 8,1% flutuação; 16,2% pré-síncope; e 2,7% flutuação e pré-síncope. Em relação à duração da tontura, 48,6% tinham duração de segundos. Quanto à presença de sintomas otoneurológicos associados, 48,64% referiram sintomas neurovegetativos, 56,8% tinham zumbido, 56,8% apresentavam hipoacusia e 43,2% apresentavam plenitude aural. Referente a outras alterações, 10,8% não usava óculos; 2,7% usavam aparelho auditivo e 8,1% usavam bengalas, 48% tinham 2 ou mais doenças associadas e 40% faziam uso de 3 ou mais medicamentos ao dia. Comparando-se os pacientes com tontura e os sem tontura, achou-se RP de 0,947 para número de comorbidades e 0,971 para número de medicamentos. Na comparação entre idosos com vertigem e outros tipos de tontura, achou-se RP de 1,197 para zumbido, 1,050 para plenitude aural, 2,111 para sintomas neurovegetativos, 0,480 para duração da tontura, 0,528 para número de comorbidades e 0,758 para número de medicamentos.

Conclusão: conclui-se que a tontura é um sintoma bastante prevalente no idoso da comunidade assim como a presença de co-morbidades e uso de vários medicamentos.

Palavras-chave

Idoso; Prevalência; Tontura

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Submetido em:
04/02/2013

Aceito em:
20/06/2013

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