Revista CEFAC
https://www.revistacefac.org.br/article/doi/10.1590/1982-021620143113
Revista CEFAC
Artigos Originais

Newborn Hearing Screening: Characterization of demand/territory and hearing tests

Triagem auditiva neonatal: caracterização da demanda/território e exames auditivos

Amanda Ferreira Hernandez Rogério; Elizabeth Oliveira Crepaldi de Almeida; Mariene Terumi Umeoka Hidaka; Bárbara Carolina Teixeira Amado

Downloads: 0
Views: 266

Abstract

Purpose: to characterize the demand, territory and hearing tests performed on a Newborn Hearing Screening Program.

Methods: retrospective study of a sample of 2334 records of newborns screened, involving the analysis of data on Newborn Hearing Screening, Newborns of information and demographic variables.

Results: 88% were screened newborns, and of these 16% had Risk Indicator for Hearing Impairment and 84% did not. It was observed that the indicator was the most prevalent family history, and that the chances of passing the test are lower in the presence of indicator and when the newborn's weight less than 1,500 g. The index- pass test failure was 78% and 22% passes failure. On the test result, the greater number of failures unilateral and retest failure 4% being a membership of more than 70%.

Conclusion: study like this allows the active pursuit of newborn risk group for hearing impairment in their respective territories, with greater possibility of tracking and thus reach the primary goal of hearing screening is that the diagnosis of deafness until the third month life, in addition to designing a Neonatal hearing Screening Program effective in their steps: screening, diagnostic audiology, indication, selection and fitting of hearing aids and re (ha) bilitation hearing.

Keywords

Neonatal Screening; Otoacoustic Emissions, Spontaneous; Hearing Loss

Resumo

Objetivo: caracterizar a demanda, território e exames auditivos realizados em um Programa de Triagem Auditiva Neonatal.

Métodos: estudo retrospectivo de uma amostra de 2334 prontuários de recém-nascidos triados, envolvendo a análise de dados referentes à Triagem Auditiva Neonatal, informações dos Recém-nascidos e variáveis demográficas.

Resultados: foram triados 88% dos recém-nascidos, e destes 16% apresentavam Indicador de Risco para Deficiência Auditiva e 84% não apresentavam. Observou-se que o indicador mais prevalente foi o histórico familiar, e que as chances de passar no teste são menores quando na presença de indicador e quando o recém-nascido apresentava peso inferior a 1.500g. O índice de passa-falha no teste foi de 78% passa e 22% falha. No resultado do teste, maior número de falhas unilaterais, e no reteste falha de 4% sendo a adesão de mais de 70%.

Conclusão: estudo como este possibilita a busca ativa dos recém-nascidos do grupo de risco para deficiência auditiva em seus respectivos territórios, havendo maior possibilidade de seguimento e assim, chegar ao objetivo primordial da triagem auditiva que é o diagnostico da surdez até o terceiro mês de vida, além de projetar um Programa de Triagem Auditiva Neonatal efetivo em suas etapas: triagem, diagnóstico audiológico, indicação, seleção e adaptação de aparelhos auditivos e re(ha)bilitação auditiva.

Palavras-chave

Triagem Neonatal; Emissões Otoacústicas Evocadas; Perda Auditiva

Referências

1. Joint Committee on Infant Hearing. 1994 position statement. Audiol Today. 1995;6:6-9.

2. Araújo FCR, Almeida EC, Arroyo NL. Avaliação Audiológica do Recém-Nascido. In: Almeida EC, Modes LC. Leitura do Prontuário – Avaliação e Conduta Fonoaudiológica com o Recém-Nato de Risco. Rio de Janeiro: Revinter, 2005, p. 61-80.

3. Joint Committee on Infant Hearing. Year 2007 Position Statement: principles and guidelines for early hearing detection and intervention programs. Pediatrics. 2007;120(4):898-921.

4. Lewis DR, Marone SAM, Mendes BCA, Cruz OLM, Nóbrega M. Comitê multiprofissional em saúde auditiva: COMUSA. Braz. j. otorhinolaryngol. (Impr.) [serial on the Internet]. 2010 Feb [cited 2013 May 08];76(1):121-8.

5. National Institutes of Health Consensus Development Conference Statement. Early identification of hearing impairment in infants and young children. Int J Pediatr Otorhinolaryngol. 1993;27(3):215-27.

6. Durante AS, Carvallo RMM, Costa MTZ, Cianciarullo MA, Voegels RL, Takahashi GM, et al. Programa de TAN: modelo de implementação. Rev Arq Int Otorrinolaringol. 2004;8(1):56-62.

7. BRASIL, Lei nº 12.303, de 2 de agosto de 2010. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12303.htm Acesso em 23 de junho de 2013

8. Beckwith L, Rodning C. Intellectual functioning in children born preterm: recent research. In: Okagaki L, Sternberg RJ. Directors of development influences on the development of the children´s thinking. Hillsdale: Lawrence Erlbaum Associates, 1991, p. 25-58.

9. Organização Mundial da Saúde. Classificação estatística internacional de doenças e problemas relacionados à saúde: 10ª revisão. v. 1. São Paulo: Centro Colaborador da OMS para a Classificação de Doenças em Português/EDUSP; 1994.

10. Pádua FGM, Marone S, Bento RF, Carvallo RMM, Durante AS, Soares JC, et al. Triagem Auditiva Neonatal: um desafio para sua implantação. Arq Otorrinolaringol. 2005;3(9):190-4.

11. Nóbrega M. Estudo da deficiência auditiva em crianças e adolescentes, comparando-se os períodos de 1990 a 1994 e 1994 a 2000. [tese]. São Paulo (SP): Universidade Federal de São Paulo/EPM; 2004.

12. Barreira-Nielsen C, Futuro NHA, Gattaz G. Processo de implantação de Programa de Saúde Auditiva em duas maternidades públicas. Rev. soc. bras. fonoaudiol. 2007;12(2):99-105.

13. Mello JM, La Puente LF, Sawasaky LY, Rosa VAD. Triagem Auditiva Neonatal: análise comparativa de critérios de qualidade em dois anos consecutivos. 26º Encontro Internacional de Audiologia; 2011; Maceió. p. 3029.

14. Mattos WM, Cardoso LF, Bissani C, Pinheiro MMC, Viveiros CM, Carreirão FW. Análise da implantação de programa de triagem auditiva neonatal em um hospital universitário. Rev. Bras. Otorrinolaringol. 2009;75(2):237-44.

15. Pereira PKS, Martins AS, Vieira MR, Azevedo MF. Programa de triagem auditiva neonatal: associação entre perda auditiva e fatores de risco. Pró-Fono R. Atual. Cient. 2007;19(3):267-78.

16. Amado BCT, Almeida EOC, Berni PS. Prevalência de indicadores de risco para surdez em neonatos em uma maternidade paulista. Rev. CEFAC. 2009;11(1):18-23.

17. Azevedo MF. Triagem auditiva neonatal. In: Ferreira LP, Befi-Lopes DM, Limongi SCO. Tratado de fonoaudiologia. São Paulo: Rocca, 2004. p. 604-16.

18. Lima GML. Análise da triagem auditiva por audiometria automática de tronco encefálico de recém-nascidos internados em unidade de cuidados intensivos e intermediários. [tese]. Campinas (SP): Universidade Estadual de Campinas/ FCM; 2004.

19. Freitas VS, Alvarenga KF, Bevilacqua MC, Martinez MAN, Costa OA. Análise crítica de três protocolos de triagem auditiva neonatal. Pró-Fono R. Atual. Cient. 2009;21(3):201-6.

20. Tiensoli LO, Goulart LMHF, Resende LM Colosimo EA. Triagem auditiva em hospital público de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil: deficiência auditiva e seus fatores de risco em neonatos e lactentes. Cad. Saúde Pública. 2007;23(6):1431-41.

21. Northern JL, Downs MP. Audição na infância. 5ª Ed. Rio de Janeiro: Artmed Editora; 2005.

22. Bittencourt AM, Mantello EB, Manfredi AKS, Santos CB, Isaac ML. Fatores de risco para deficiência auditiva em recém-nascidos acompanhados no berçário de risco do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – Universidade de São Paulo. Fono Atual. 2005;8:41-52.

23. Chapchap Mônica Jubran, Segre Conceição Mattos. Universal newborn hearing screening and transient evoked otoacoustic emission: new concepts in Brazil. Scand Audiol Suppl. 2001;53:33-6.

24. Wroblewska-Seniuk K, Chojnacka K, Pucher B, Szczapa J, Gadzinowski J, Grzegorowski M. The results of newborn hearing screening by means of transient evokes otoacustic emissions. Int J Pediatr Otorhinolaryngol. 2005;69(10):1351-7.


Submetido em:
12/02/2013

Aceito em:
22/07/2013

6a2c14fda953950b6a36ff53 cefac Articles

Revista CEFAC

Share this page
Page Sections