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https://www.revistacefac.org.br/article/doi/10.1590/1982-021620143913
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Artigos Originais

Occurrence of lisping in voiced and unvoiced fricatives in children with operated cleft lip and palate

Ocorrência de ceceio em fricativas vozeadas e não vozeadas em crianças com fissura labiopalatina operada

Melina Evangelista Whitaker; Jeniffer de Cássia Rillo Dutka; Rita de Cássia Moura Carvalho Lauris; Maria Inês Pegoraro-Krook; Viviane Cristina de Castro Marino

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Abstract

Purpose: to investigate whether lisp, when identified, differs between voiced and unvoiced alveolar fricatives produced by children with cleft palate.

Methods: a prospective study in which sentences comprising the consonants [s] and [z] produced by 32 children with cleft palate (mean age, 8 years, 8 months) were selected and after auditory judged. All children presented altered inter- relationship arches as evaluated by three orthodontists (inter- judge agreement almost perfect kappa = 0.81) performing analysis of dental casts. Three Speech- Language- Pathologists judged perceptually audio recorded productions. The inter- judges agreement ranged between 56% and 78% and between 59% and 93% for the phrases consisting of [s] and [z], respectively.

Results: the lisp was identified in 69% of children, particularly, in 72% and 50% [s] and [z] sounds, respectively. There were significant differences between judgments for the fricatives [s] and [z], with higher prevalence of lisping in [s].

Conclusions: dentofacial deformities may favor the occurrence of lisp in population with cleft palate. The increased occurrence of lisp in [s] compared to [z], based on auditory perceptual identification, can be justified by acoustic and / or articulatory reasons. It is suggested that lisp is dependent of the phonetic- phonological context of the sentence and therefore must be considered for clinical and research purposes.

Keywords

Speech; Cleft Palate; Malocclusion

Resumo

Objetivo: investigar se o ceceio, quando identificado, difere entre as fricativas alveolares não vozeadas e vozeadas produzidas por crianças com fissura labiopalatina operada.

Métodos: estudo prospectivo, em que frases constituídas pelas consoantes [s] e [z] produzidas por 32 crianças com fissura labiopalatina operada (idade média, 8 anos, 8 meses) foram selecionadas de um banco de dados e posteriormente julgadas auditivamente. Todas as crianças apresentavam relação inter-arcos alteradas, conforme avaliação ortodôntica realizada por três ortodontistas (concordância inter-juiz quase perfeita, kappa= 0.81), a partir da análise de modelos de gesso. Três fonoaudiólogas julgaram auditivamente as produções áudio gravadas. A concordância inter-juízes variou entre 56% e 78% e entre 59% e 93% para as frases constituídas de [s] e [z], respectivamente.

Resultados: o ceceio foi identificado em 69% das crianças e, particularmente, em 72% e 50% das produções envolvendo [s] e [z], respectivamente. Houve diferença significante entre os julgamentos para as fricativas [s] e [z], com maior ocorrência de ceceio em [s].

Conclusões: deformidades dentofaciais podem favorecer a ocorrência do ceceio na população com fissura labiopalatina. A maior ocorrência do ceceio em [s] em comparação à [z], a partir da identificação auditiva, pode ser justificado por razões acústicas e/ou articulatórias. Sugere-se que o ceceio é dependente do contexto fonético-fonológico da frase devendo o mesmo ser considerado para fins clínicos e de pesquisa.

Palavras-chave

Fala; Fissura Palatina; Má Oclusão

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Submetido em:
19/02/2013

Aceito em:
02/07/2013

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