Revista CEFAC
https://www.revistacefac.org.br/article/doi/10.1590/1982-021620146612
Revista CEFAC
Original Articles

Augmentative and alternative communication repercussion on non-fluent aphasia

Repercussão da comunicação suplementar e/ou alternativa na afasia não fluente

Mariana Mendes Bahia; Regina Yu Shon Chun

Downloads: 0
Views: 240

Abstract

Purpose: verify the communication forms and linguistic- cognitive performance of aphasics from an Augmentative and Alternative Communication (AAC) perspective and to evaluate their perception.

Methods: this is a longitudinal research with qualitative approach, approved by the Ethic and Research Committee. The sample includes 5 non- fluent subjects with aphasia. Data was collected analyzing the subjects' files, video records of speech and language therapy focused on AAC, and the subjects opinions about it.

Results: subjects used several ways of communication to express themselves as well as increased their use of AAC. In doing so, they demanded less gestures support during the study, which facilitated their communication and diminished guessing and frustrated conversation attempts. The use of AAC resulted in the increase of oral production. Subjects referred that they enjoyed using AAC and that it contributed to their communication in some way.

Conclusion: results showed that AAC support contributed to subjects so they could assume their position as speakers, overcoming their language difficulties. Therefore it has facilitated them to assume themselves as linguistic and social subjects. Dialogic and contextualized activities, as well as the interlocutor mediation, facilitated the process of (re)signification of their enunciations. Therefore, regarding this context, AAC is an important support that mediates and facilitates the linguistic process on non- fluent aphasias with repercussions on oral production.

Keywords

Aphasia; Communication Aids for Disabled; Language; Speech, Language and Hearing Sciences

Resumo

Objetivos: verificar as formas de comunicação e desempenho linguístico-cognitivo de afásicos a partir da Comunicação Suplementar e/ou Alternativa (CSA) e conhecer sua percepção.

Métodos: pesquisa de abordagem qualitativa de corte longitudinal, aprovada pelo CEP, com amostra de 5 sujeitos afásicos não fluentes. A coleta de dados ocorreu por meio dos prontuários dos sujeitos, registros em vídeo do acompanhamento fonoaudiológico com a CSA e dos seus depoimentos acerca da utilização da CSA.

Resultados: os sujeitos utilizam diversas formas de comunicação para se expressar além de fazerem maior uso da CSA, necessitando menor apoio de gestos próprios ao longo do estudo, o que facilitou a comunicação com o outro e diminuiu o uso de adivinhações e tentativas frustradas de conversas. O uso da CSA repercutiu no aumento da produção oral. Os sujeitos referem gostar de utilizar os recursos da CSA e que estes contribuem de alguma forma na sua comunicação.

Conclusão: os resultados evidenciam que o apoio da CSA contribui para que os sujeitos estudados pudessem assumir seus lugares como falantes, superando suas dificuldades de linguagem. Deste modo, favoreceu que eles se colocassem como sujeitos linguísticos e sociais. As atividades dialógicas e contextualizadas, bem como a mediação do interlocutor, favoreceram o processo de (re)significação de seus enunciados. Portanto, a CSA, nesse contexto, mostra-se como importante recurso mediador e facilitador do processo linguístico nas afasias não fluentes com repercussão na produção oral.

Palavras-chave

Afasia; Auxiliares de Comunicação para Pessoas com Deficiência; Linguagem; Fonoaudiologia

Referencias

1. World Health Organization. Noncommunicable diseases – Country profiles 2011. Geneva: WHO; 2011. 207p.

2. Brasil. Ministério da Saúde. A vigilância, o controle e a prevenção das doenças crônicas não transmissíveis: DCNT no contexto do Sistema Único de Saúde brasileiro. Brasília: OPAS/OMS; 2005. 80p.

3. Strong K, Mathers C, Bonita R. Preventing stroke: saving lives around the world. Lancet Neurol. 2007;6:182-7.

4. Lotufo P. Stroke in Brazil: a neglected disease. São Paulo Med J. 2005;123:3-4.

5. Brasil. Ministério da Saúde – Secretaria de Vigilância em Saúde. Saúde Brasil 2007 – Uma análise da Situação de saúde: perfil de mortalidade do brasileiro. Brasília: Ministério da Saúde; 2008. 50p.

6. Feigin V. Stroke in developing countries: can the epidemic be stopped and outcomes improved? Neurology. 2007;6:94-7.

7. Fernandes PT, Avelar WM, Mory SB, Hansen R, Li LM. Perception and attitudes towards stroke by professionals of emergnecy medical service in an urban city in southeastern Brazil. J Stroke Cerebrovasc Dis. 2009;18:195-7.

8. Mansur LL, Radanovic M, Ruegg D, Mendonça LIZ de, Scaff M. Descriptive study of 192 adults with speech and language disturbances. São Paulo Med J/Rev Paul Med. 2002;120:170-4.

9. Morato EM (org), Tubero AL, Santana AP, Damasceno B, Souza FF de, Macedo H de O et al. Sobre as afasias e os afásicos: subsídios teóricos e práticos elaborados pelo Centro de Convivência de Afásicos (Universidade Estadual de Campinas). Campinas: Editora Unicamp, 2002.

10. Coudry MHI. Diário de Narciso: discurso e afasia: análise discursiva de interlocuções com afásicos. 3ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 1986/2001.

11. Bakheit AMO. The rate and extent of improvement with therapy from the different types of aphasia in the first year after stroke. Clin Rehabil. 2007;21:941-9.

12. Fedosse E. Acompanhamento fonoaudiológico de um sujeito afásico não-fluente: foco na continuidade sensório-motora. Disturb Comum. 2007;19(3):403-14.

13. Chun RYS. Processo de significação de afásicos usuários de comunicação suplementar e/ou alternativa. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2010;15(4):598-603.

14. Couto EAB. Utilização dos sistemas aumentativos e alternativos de comunicação na reabilitação das afasias. In: Almirall CB, Soro-Camats E, Bulto CR. Sistemas de sinais e ajudas técnicas para a comunicação alternativa e a escrita. São Paulo: Livraria Santos Editora, 2003, p. 231-41.

15. Lasker JP, Garrett KL. Aphasia and AAC: Enhancing communication across health care settings. The ASHA Leader. 2008;13(8):10-3.

16. Chun RYS, Fedosse E, Coudry MIH. Comunicação Suplementar e/ou Alternativa: avaliação e acompanhamento fonoaudiológico de sujeitos não falantes. Diretrizes, Normas e Condutas – Área de Saúde FCM/UNICAMP. 2007. Disponível em: <www.fcm.unicamp.br> Último acesso: 09 de janeiro de 2012.

17. Galli JFM, Oliveira JP de, Deliberato D. Introdução da comunicação suplementar e alternativa na terapia com afásicos. Rer Soc Bras Fonoaudiol. 2009; 14(3):402-19.

18. Hodge S. Why is the potential of augmentative and alternative communication not being realized? Exploring the experiences of people who use communication aids. Disability & Society. 2007;22(5):457-71.

19. Cameron D, Markowicz L. Augmentative and alternative communication: International perspective. Occupational Therapy Now. 2009;11(1):12-4.

20. Coudry MIH. Projeto Integrado em Neurolinguística: avaliação e banco de dados, 2006. CNPq: 521773/95-4 (impresso).

21. Beukelman DR, Fager S, Ball L, Dietz A. AAC for adults with acquired neurological conditions: a review. Augment Altern Commun. 2007;23(3):230-42.

22. Beukelman DR, Ball JR, Fager S. An AAC personnel framework: adults with acquired complex communication needs. Augment Altern Commun. 2008;24(3):255-67.

23. Johnson RK, Hough MS, King CA, Vas P, Jeffs T. Functional Communication in Individuals with Chronic Severe Aphasia Using Augmentative Communication. Augment Altern Coomun. 2008;24(4):269-80.

24. Chun RYS. Comunicação Suplementar e/ou Alternativa: favorecimento da linguagem de um sujeito não falante. Pró-Fono Rev Atual Cient. 2003;15(1):55-64.


Submitted date:
30/03/2012

Accepted date:
29/10/2012

6a29b9f4a953953dc400bab7 cefac Articles

Revista CEFAC

Share this page
Page Sections