Interdisciplinary team performance with students that have low vision due to their diagnosis of Stargardt Disease
Atuação de equipe interdisciplinar com escolar que apresenta baixa visão por hipótese diagnóstica de Doença de Stargardt
Amanda Brait Zerbeto; Fernanda Fonseca dos Santos Lopes; Rita de Cássia Ietto Montilha; Maria Elisabete Rodrigues Freire Gasparetto
Abstract
Abstract: The theme of this study are the low sight or visual impairment scholars that may have difficulties in writing and reading activities and therefore show postural alterations, as a consequence of having to adjust, when getting closer to the materials, as an attempt to see them better. This current study is characterized as a case study, in which the performance of the interdisciplinary team involved in the visual qualification process of a 12 year-old scholar with the diagnostic hypothesis of Stargardt disease will be described. The research team comprised of a Social Worker, Pharmacist, Physiotherapist, Speech Therapist, Ophthalmologist, Pedagogue, Psychologist and Occupational Therapist. Nine sessions of one hour each were carried out weekly at a school clinic of a São Paulo State University. The interventions benefited the scholar with the use of assistive technology resources, such as telescopic system, electronic magnifying glasses, an inclined plane for reading and writing and the enlargement of the lines in the notebook pages. After the intervention, the adopted body posture in the reading and writing activities became more balanced, the scholar was able to keep his head furthermost from the book, as well as more aligned, not showing rotation compensatory movements to the right and inclination, which led to a decrease of the pain in the cervical region. The interventions carried out also allowed the scholar to show an improvement in the distance and near visual performance. The performance of the interdisciplinary team enabled positive results in the activities of reading and writing of the low sight scholar, and in daily life activities, enabling thus the educational and social inclusion of the Adolescent.
Keywords
Resumo
Resumo: Esse estudo tem como tema os escolares com baixa visão que podem ter dificuldades em atividades de leitura e escrita e apresentar alterações posturais devido aos ajustes ao se aproximarem dos materiais para visualizá-los melhor. O presente trabalho caracteriza-se como um estudo de caso, no qual será descrita a atuação de equipe interdisciplinar no processo de habilitação visual de um escolar de 12 anos com hipótese diagnóstica de Doença de Stargardt. A equipe foi composta por Assistente Social, Arte-Educadora, Enfermeira, Farmacêutica, Fisioterapeuta, Fonoaudióloga, Oftalmologista, Ortoptista, Pedagoga, Psicóloga e Terapeuta Ocupacional. Foram realizadas nove sessões semanais, com duração de uma hora em uma clínica escola de uma Universidade Estadual de São Paulo. As intervenções favoreceram ao escolar a utilização de recursos de tecnologia assistiva, como o sistema telescópio, a lupa eletrônica, o plano inclinado para leitura e escrita e a ampliação das pautas nas folhas de caderno. Após a intervenção, a postura corporal adotada nas atividades de leitura e escrita tornou-se mais equilibrada, o escolar conseguiu manter a cabeça mais afastada do livro e mais alinhada, sem apresentar movimentos compensatórios de rotação à direita e inclinação, o que levou a diminuição da dor na região cervical. As intervenções realizadas contribuíram para que o escolar apresentasse melhora no desempenho visual para longe e para perto. A atuação da equipe interdisciplinar proporcionou ganhos nas atividades de leitura e escrita do escolar com baixa visão, nas tarefas escolares e atividades da vida diária, e proporcionaram a inclusão educacional e social do adolescente.
Palavras-chave
Referências
1. Monteiro MMB, Montilha RCI, Gasparetto MERF. A atenção fonoaudiológica e a linguagem escrita de pessoas com baixa visão: estudo exploratório. Rev Bras Educ Espec. 2011;18(1):121-36.
2. Colenbrander A. Guide for evaluation of visual impaiment of international Society for Low Vision Research and Rehabilitation (ISLRR) EUA: Pacific Vision Foundation; 1999.
3. Aragão REM, Barreira IMA, Holanda Filha JG. Fundus flavimaculatus e neovascularização subretiniana-relato de caso. Arq Bras Oftalmol. 2005;68(2):263-5.
4. Zhang K, Kniazeva M, Hutchinson A, Han M, Dean M, Allikmets R. The ABCR gene in recessive and dominant Stargardt diseases: a genetic pathway in macular degeneration. Genomics. 1999;60(2):234-7.
5. Lopes MCB, Salomão SR, Berezovsky A, Tartarella MB. Avaliação da qualidade de vida relacionada à visão em crianças com catarata congênita bilateral. Arq Bras Oftalmol. 2009;72(4):467-80.
6. Monteiro MMB, Carvalho KMM, Gasparetto MERF, Montilha RCI. Reading of people with acquired low vision under the rehabilitation process. Distúrb Comun. 2013;25(1):47-56.
7. Sampaio MW, Haddad MAO. Avaliação oftalmológica da pessoa com baixa visão. In: Sampaio MW, Haddad MAO, Costa-Filho HA, Siaulys MOC. Baixa Visão e cegueira: os caminhos para a reabilitação, a educação e a inclusão. Rio de Janeiro: Cultura Médica Guanabara Koogan; 2010, p. 45-53.
8. Gilbert C, Foster A. Childhood blindness in the contexto f VISION 2020-The right to sight. Bull World Health Organ. 2001;79(2):227-32.
9. Matheus KRM, Aleixo R. Orientações para uso funcional do auxílio óptico. In: Sampaio MW, Haddad MAO, Costa-Filho HA, Siaulys MOC. Baixa Visão e cegueira: os caminhos para a reabilitação, a educação e a inclusão. Rio de Janeiro: Cultura Médica Guanabara Koogan; 2010, p. 143-50.
10. Silva MB, Shimano SGN, Oliveira CCES, Conti V, Oliveira NML. Avaliação das alterações posturais e retrações musculares na deficiência visual: estudo de caso. Saúde Coletiva. 2011;49(8):77-82.
11. Kendall FP, McCrearv KE, Provence PG. Músculos: provas e funções. São Paulo: Manole; 2007.
12. Bolsanello D. Educação somática: o corpo enquanto experiência. Motriz. 2005;11(2):99-106.
13. Ehrenfried L. Da educação do corpo ao equilíbrio do espírito. São Paulo: Summus; 1991.
14. Haddad MAO, Lobato FJC, Sampaio MW, Kara-José N. População infantil com deficiência visual: estudo de 385 casos. Clinics. 2006;61(3):239-46.
15. Monteiro MMB, Montilha RCI. Intervenção fonoaudiológica e deficiência visual: percepções de profissionais de equipe interdisciplinar. Medicina. 2010;43(1):11-9.
16. Bonatti JA, Sampaio MW, Bonatti FAZ, Santos MCL, Kara-José N. Responsabilidade social em oftalmologia: interdisciplinaridade e inclusão visual subnormal. Rev. Med. 2007:86(4):195-200.
17. Lüdke M, André MEDA. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU; 1986.
18. Bakhtin M. Marxismo e Filosofia da Linguagem. São Paulo: Hucitec; 1981.
19. Simões JF, Carnielli BL. A importância da leitura para o desempenho escolar dos alunos do ensino fundamental. Rev Educ Puc Campinas. 2002;(13):51-63.
20. Carvalho KMM. Visão Subnormal: apresentação de um modelo de atendimento e caracterização das condições de diagnóstico e tratamento de um serviço universitário do Brasil [Tese]. Campinas (SP): Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Ciências Médicas; 1993.
21. Montilha RCI, Temporini ER, Kara-José N, Nobre MIRS. Deficiência visual: características e expectativas da clientela de serviço de reabilitação. Rev Ciênc. Med. 2000;9(3):123-8.
22. Alencar MS, Galdino JF. Evolução dos sistemas de acessibilidade para os invisuais. In: IV Encontro de extensão da UFCG, MUCA – Mostra Universitária de Ciência, Cultura e Arte; Campina Grande; 2007, p. 1-3.
23. Gasparetto MERF, Montilha RCI, Arruda SMC, Sperque J, Azevedo TP, Nobre MIRS. Utilização de recursos de tecnologia assistiva por escolares com deficiência visual. Informática na Educação: teoria e prática. 2012;15(2):113-30.
24. Bidarra J, Boscarioli C, Peres SM. Software XLUPA- um ampliador de tela para auxílio na educação de alunos com baixa visão. Rev. Bras. Educ. Espec. 2011;17(1):151-72.
25. Goldberg LG, Yunes MAM, Freitas JV. O desenho infantil na ótica da ecologia do desenvolvimento humano. Psicol. em Estudo Maringá. 2005;10(1):97-106.
26. Fernandes LC. Reabilitação visual do indivíduo com baixa visão irrecuperável e cego. Reabilitação visual: o que é, como e quando ocorre. In: Kara-José N, Rodrigues MLV. Saúde ocular e prevenção da cegueira. Rio de Janeiro: Cultura Médica; 2009, p. 155-9.
27. Japiassú H. Interdisciplinaridade e patologia do saber. Rio de Janeiro: Imago; 1976.
Submetido em:
20/01/2014
Aceito em:
24/04/2014


