Therapeutic progress on subjects submitted to phonological therapy using the multiple oppositions approach
Progresso terapêutico de sujeitos submetidos a terapia fonológica pelo modelo de oposições múltiplas: comparação do progresso terapêutico
Marizete Ilha Ceron; Joviane Bagolin Bonini; Márcia Keske-Soares
Abstract
This work aims to analyze and compare the therapeutic progress shown in children submitted to the Multiple Oppositions Approach, stimulated in therapy with the same target sounds. Two children with phonological disorder participated in this case report, being a boy (S1) and a girl (S2), aged 4:2 and 4:11, respectively. The speech data were collected through phonological evaluation. As treatment, we used the Multiple Oppositions Approach during 25 sessions with the same target sounds, all belonging to fricatives classes. The substitutions and omissions of each child's phonological inventory were analyzed, as well as the occurrence of pre and post-therapy phonological processes. It was observed that the subject with more substitutions (S1) was the one with phonemes major acquisitions in the phonological inventory. S1 showed the highest occurrence of cases in his speech, both pre and post-therapy, which made the speech intelligible to the listener. The processes involving the class of liquids showed a higher percentage of occurrences, even after therapy. The Multiple Oppositions Approach showed an adequate progress of the treatment of these children with phonological disorder, providing a phonological inventory expansion and a reduction of phonological processes occurrence, although with differences regarding the evolution presented by each one.
Keywords
Resumo
Este trabalho tem como objetivo analisar e comparar o progresso terapêutico apresentado por crianças submetidas ao Modelo de Oposições Múltiplas estimuladas na terapia com os mesmos sons-alvo. Participaram deste relato de caso duas crianças com desvio fonológico, sendo um menino (S1) e uma menina (S2), com idades de 4:2 e 4:11, respectivamente. Os dados da fala foram coletados por meio da avaliação fonológica. Para o tratamento, foi utilizado o Modelo de Oposições Múltiplas durante 25 sessões com os mesmos sons-alvo, todos pertencentes a classe das fricativas. As substituições e omissões no inventário fonológico de cada criança foram analisadas, assim como a ocorrência de processos fonológicos pré e pós-terapia. Observou-se que o sujeito que apresentava mais substituições (S1) foi o que apresentou maiores aquisições de fonemas no inventário fonológico. O S1 foi o que apresentou maior ocorrência de processos em sua fala, tanto pré quanto pós-terapia, o que dificultava a inteligibilidade de fala para o ouvinte. Os processos que envolveram a classe das líquidas foram os que apresentaram um maior percentual de ocorrência, mesmo após a terapia. O Modelo de Oposições Múltiplas possibilitou um adequado progresso no tratamento dessas crianças com desvio fonológico, proporcionando uma expansão no inventário fonológico e uma diminuição de ocorrência de processos fonológicos apesar de haver diferenças quanto a evolução apresentada por cada uma.
Palavras-chave
Referências
1. Rabelo ATV, Alves CRL, Goulart LMF, Friche ALL, Lemos SMA, Campos FR et al. Alterações de fala em escolares na cidade de Belo Horizonte. J Soc Bras Fonoaudiol. 2011;23(4):344-50.
2. Costa VP, Backes FT, Pegoraro SP, Wiethan FM, Melo RM, Mota HB. Emprego da estratégia de reparo de plosivização: relação com a gravidade do desvio fonológico e fonemas acometidos. J Soc Bras Fonoaudiol. 2012;24(1):76-9.
3. Wertzner HF, Claudino GL, Galea DES, Patah LK, Castro MM. Medidas fonológicas em crianças com transtorno fonológico. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2012;17(2):189-95.
4. Newmeyer AJ, Grether S, Grasha C, White J, Akers R, Aylward C et al. Fine motor function and oral-motor imitation skills in preschool-age children with speech-sound disorders. Clin Pediatr (Phila). 2007;46(7):604-11.
5. Skahan SM, Watson M, Lof GL. Speech-language pathologists' assessment practices for children with suspected speech sound disorders: Results of a national survey. Am J Speech-Lang Path. 2007;16(3):246-59.
6. Pagan-Neves LDO, Wertzner HF. Parâmetros acústicos das líquidas do Português Brasileiro no transtorno fonológico. Pró-Fono R Atual Cient. 2010;22(4):491-6.
7. Souza APR, Marques JM, Scott LC. Validação de itens para uma escala de avaliação da inteligibilidade de fala. Pró-Fono R Atual Cient. 2010;22(3):325-32.
8. Rabelo ATVR, Alves CRL, Goulart LMHF, Frische AAL, Lemos SMA et al. Alterações de fala em escolares na cidade de Belo Horizonte. J Soc Bras Fonoaud. 2011;23(4):344-50.
9. Müürsepp I, Aibast HA, Gapeyeva H, Pääsuke M. Motor skills, haptic perception and social abilities in children with mild speech disorders. Brain & Development. 2012;34(2):128-32.
10. Gierut JA, Morrisette ML, Ziemer SM. Nonwords and generalization in children with phonological disorders. Am J Speech-Lang Path. 2010;19:167-77.
11. Nunes DA, Payão LMC, Costa RCC. Desvios fonológicos na educação infantil. Rev CEFAC. 2010 Mar-Abr; 12(2):331-6.
12. Ceron MI, Keske-Soares M. Análise do progresso terapêutico de crianças com desvio fonológico após a aplicação do Modelo de Oposições Múltiplas. J Soc Bras Fonoaudiol. 2012;24(1):91-5.
13. Mota HB, Melo Filha MGC. Habilidades em consciência fonológica de sujeitos após realização de terapia fonológica. Pró-Fono R Atual Cient. 2009;21(2):119-24.
14. Williams AL. Multiple oppositions: theoretical foundations for an alternative contrastive intervention approach. Am J Speech Lang Pathol. 2000a;9(4):282-8.
15. Williams AL. Assessment, target selection, and intervention: dynamic interactions within a systemic perspective. Top Lang Disord. 2005;25(3):231-42.
16. Barlow J. Phonological change and the representation of consonant clusters in Spanish: a case study. Clin Ling Phon. 2005;19(8):659–79.
17. Gierut JA, Dale RA. Comparability of Lexical Corpora: Word frequency in phonological generalization. Clin Ling Phon. 2007;21(6):423-33.
18. Pagliarin KC, Ceron MI, Keske-Soares M. Modelo de Oposições Múltiplas Modificado: abordagem baseada em traços distintivos. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2009;14(3):411-5.
19. Topbas S, Ünal Ö. An alternating treatment comparison of minimal and maximal opposition sound selection in Turkish phonological disorders. Clinical Linguistics & Phonetics. 2010;24(8):646-68.
20. Rvachew S, Bernhardt BM. Clinical Implications of Dynamic Systems Theory for Phonological Development. Am J Speech-Lang Path. 2010;2:34-50.
21. Gierut GA, Morrisette ML, Ziemer SM. Nonwords and generalization in children with phonological disorders. Am J Speech-Lang Path. 2010;19:167-77.
22. Gierut JA, Morissete ML. Age of word acquisition effects in treatment of children with phonological delas. Applied Psycholinguistic. 2012;33:121-44.
23. Ceron M e Keske-Soares M. Mudanças fonológicas obtidas no tratamento pelo Modelo de Oposições Múltiplas. Rev CEFAC. 2013;15(2):314-23.
24. Williams AL. Multiple oppositions: case studies of variables in phonological intervention. Am J Speech Lang Pathol. 2000b;9(4):289-99.
25. Wertzner HF, Pagan-Neves LO. A efetividade dos testes complementares no acompanhamento da intervenção terapêutica no transtorno fonológico. Rev Soc Bras. Fonoaudiol. 2012;17(4):469-75.
26. Yavas M, Hernandorena CLM, Lamprecht RR. Avaliação Fonológica da Criança. Porto Alegre: Artes Médicas, 2002.
27. Marchesan I. Motricidade oral: visão clínica do trabalho fonoaudiológico integrado com outras especialidades. São Paulo: Pancast, 1999.
28. Rodrigues EJB. Discriminação auditiva: Normas para Avaliação de crianças de 5 a 9 anos. São Paulo: Cortez, 1981.
29. Cielo CA. Habilidades em consciência fonológica em crianças de 4 a 8 anos de idades. [Tese]. Porto Alegre (RS): Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Letras, Área de Concentração Linguística Aplicada; 2001.
30. Bernhardt B. Developmental implications of nonlinear phonological theory. Clin Linguist Phon. 1992;6(4):259-81.
31. Shriberg ID, Austin D, Lewis BA, McSweeny JL, Wilson DL. The percentage of consonants correct (PCC) metric: extensions and reliability data. J Speech Lang Hear Res. 1997;40(4):708-22.
32. Ghisleni MRL, Keske-Soares M, Mezzomo CL. O uso das estratégias de reparo, considerando a gravidade do desvio fonológico evolutivo. Rev CEFAC. 2010;12(5):766-71.
33. Patah LK, Takiuchi N. Prevalência das alterações fonológicas e uso dos processos fonológicos em escolares aos 7 anos. Rev CEFAC. 2008;10(2):158-67.
34. Ferrante C, Van Borsel J, Pereira MMB. Análise dos processos fonológicos em crianças com desenvolvimento fonológico normal. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2009;14(1):36-40.
35. Stoel-Gammon C. The Word Complexity Measure: Description and application to developmental phonology and disorders. Clin Linguist Phon. 2010;24(4-5):271-82.
36. Keske-Soares M, Pagliarin KC, Ghisleni MRL, Lamprecht RR. Aquisição não-linear durante o processo terapêutico. Letras de Hoje. 2008;43(3):22-6.
37. Kamhi AG. Treatment decisions for children with speech-sound disorders. Lang, speech Hear Serv Schools. 2006;37:271-9.
Submetido em:
05/08/2014
Aceito em:
22/10/2014


