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Artigos Originais

Interdisciplinary perspective on the play and language of subjects at psychological risk

Intersubjetividade no olhar interdisciplinar sobre o brincar e a linguagem de sujeitos com risco psíquico

Josiane Fernanda Vendruscolo; Ana Paula Ramos de Souza

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Abstract

Purpose: to analyze, in an interdisciplinary perspective, the play and language in family interection with psychological risk children, between 21 and 26 months, and the need for early intervention indicated by clinicians from different professions, comparing the look of these with their theoretical and clinical practice in childhood.

Methods: a qualitative, longitudinal study of 16 children with psychological risk between 0 and 18 months by Child Development Risk Indices and by interviews. They were evaluated in a shoot of 20 minutes of free play interaction with their mothers when they were between 21 and 26 months. The qualitative analysis was performed by three experienced child development clinics, an occupational therapist, a speech therapist and a psychologist.

Results: twelve of the sixteen children, despite symbolism in play, showed psychoaffective limitations in the interaction with their mothers, and had clinical intervention indication (08 children) or brief orientation (04 children).

Conclusion: the results showed a relationship between clinical practice and training in post-graduate professionals who privileged the analysis of psychoaffective factors between the mother and the child. There was a important relation between play disorder and psychological risk.

Keywords

Child Development; Risk; Play and Playthings

Resumo

Objetivos: analisar, em uma perspectiva interdisciplinar, o brincar e a linguagem na interação entre familiares e crianças com risco psíquico, observados na faixa etária entre 21 e 26 meses, e a necessidade de intervenção precoce indicada por clínicos de distintas profissões, confrontando o olhar destes com sua formação teórica e prática clínica na infância.

Métodos: estudo qualitativo, longitudinal de dezesseis crianças avaliadas com risco psíquico, de um a dezoito meses, por meio dos Índices de Risco ao Desenvolvimento Infantil e entrevistas e que foram reavaliadas, por meio de filmagens de 20 minutos, quando estavam entre 21 e 26 meses, em interação lúdica livre com suas mães. A análise foi realizada por três clínicas experientes em desenvolvimento infantil, uma Terapeuta ocupacional, uma Fonoaudióloga e uma Psicóloga.

Resultados: doze das dezesseis crianças, apesar de poderem simbolizar durante o brincar, apresentaram alterações na dimensão psicoafetiva nas interações com suas mães, e tiveram indicações de intervenção, clínica (08 crianças) ou orientações breves (04 crianças). Tais resultados foram compatíveis com a ausência de alguns índices de desenvolvimento e presença de risco psíquico.

Conclusão: os resultados demonstraram uma relação entre a prática clínica e a formação em pós-graduação dos profissionais, que privilegiou a análise de aspectos psicoafetivos entre a mãe e a criança. Houve relação importante entre alteração do brincar e presença de risco psíquico.

Palavras-chave

Desenvolvimento Infantil; Risco; Jogos e Brinquedos

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Submetido em:
05/08/2014

Aceito em:
06/09/2014

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