Revista CEFAC
https://www.revistacefac.org.br/article/doi/10.1590/1982-021620157314
Revista CEFAC
Case Reports

Effectiveness of speech therapy in patients with facial paralysis after parotidectomy

Efetividade da fonoterapia em pacientes com paralisia facial pós-parotidectomia

Vanessa da Hora Machado Miranda; Renata D'Arc Scarpel; Ana Catarina Moura Torres; Ivan Marcelo Gonçalves Agra

Downloads: 0
Views: 233

Abstract

The goal of this research was to verify the effectiveness of speech therapy in patients with facial paralysis due to the manipulation of the facial nerve performed during surgical treatment for cancer of the parotid gland, as well as identify and promote phoniatrics of changes as sucking, chewing and swallowing. This was a qualitative survey with descriptive analysis. The evaluation consisted of analysis of the patient's face at rest and at motion, photographic documentation, use of Digital Caliper for quantification of facial palsy in addition to evaluation and followed the particularities of each individual. Speech therapy was defined based on the findings of the evaluation and followed the needs of each individual. In the evaluation at rest after the speech therapist there was improvement in all aspects. In the valuation at move three patients showed 3 as lowest quote, that indicates clearer skins with increase in the number and death of wrinkles. In photographic record all patients had significant improvement in the movements evaluated, possible to observe an increase in expression lines and greater symmetry between hemifaces. The values of the incompetence of motion measured post speech therapy showed noticeable improvement in all measured points. Speech therapy proposed for cases of facial palsy after parotidectomy was effective for the improvement of facial mime, especially for changes in stomatognathic functions. It's important to stress the need for further studies involving a larger number of participants to ensure the reliability of the findings.

Keywords

Neoplasms; Parotid Gland; Facial Paralysis; Speech Therapy

Resumo

O objetivo deste estudo foi verificar a efetividade da fonoterapia em pacientes com paralisia facial decorrente da manipulação do VII nervo encefálico realizada durante o tratamento cirúrgico para neoplasia de glândula parótida, assim como, identificar e promover intervenção fonoaudiológica das alterações de sucção, mastigação e deglutição. Trata-se de uma pesquisa qualitativa com análise descritiva. A avaliação constou da análise da face em repouso e em movimento, documentação fotográfica, uso do Paquímetro Digital para quantificação da paralisia facial, além da avaliação das funções estomatognáticas. A fonoterapia foi definida com base nos achados da avaliação e seguiu a necessidade de cada indivíduo. Nos resultados da avaliação pós-fonoterapia em repouso houve melhora em todos os aspectos avaliados nos quatro pacientes. Na avaliação em movimento três pacientes apresentaram movimentação mais clara da pele com aumento do número e profundidade das rugas. No registro fotográfico todos os pacientes obtiveram melhora significante nos movimentos avaliados, sendo possível observar um aumento nas linhas de expressões e maior simetria entre as hemifaces. Os valores da incompetência dos movimentos, mensurados pós-fonoterapia, demonstraram melhora significante em todos os pontos medidos. A fonoterapia proposta para os casos de paralisia facial pós-parotidectomia foi eficiente na melhora da mímica facial, sobretudo para as alterações das funções estomatognáticas. É importante salientar a necessidade de novas pesquisas envolvendo um número maior de participantes para garantir a fidedignidade dos achados.

Palavras-chave

Neoplasia; Glândula Parótida; Paralisia Facial; Fonoterapia

Referencias

1. Junior AT, Almeida OP, Kowalski LP. Neoplasias de parótida: análise de 600 pacientes atendidos em uma única instituição. Braz J Otorhinolaryngol. 2009;75(4):497-501.

2. Tiago RSL, Castro GA, Ricardo LAC, Bühler BR, Fava AS. Adenoma pleomórfico de parótida: aspectos clínicos, diagnósticos e terapêuticos. Rev Bras Otorrinolaringol. 2003;69(4):485-9.

3. Velasco I, Salinas F, Aguilar L, Gallego A, Pastrián J, Fariña R, Soto R, Mebus C, Zurbuchen A. Consideraciones anatómicas en la parotidectomía: revisión de la literatura a propósito de un caso. Int. J. Morphol. 2013;31(1):231-8.

4. Ghali S, MacQuillan A, O.Grobbelaar A. Reanimation of the middle and lower face in facial paralysis. Journal of Plastic, Reconstructive and Aesthetic Surgery. 2011;64:423-31.

5. Paiva TM, Filho WW, Schleder JC, Costa C, Oliveira BV. Incidência de paralisia facial após tratamento cirúrgico de neoplasia de parótida - um estudo restrospectivo. Rev. Bras. Cir. Cabeça Pescoço. 2010;39(4):242-7.

6. Freitas KCS, Gomez MVG. Grau de percepção e incômodo quanto à condição facial em indivíduos com paralisia facial periférica na fase de sequelas. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2008;13(2):113-8.

7. Mory MR, Tessitore A, Pfeilsticker L, Junior EBC, Paschoal JR. Mastigação, deglutição e suas adaptações na paralisia facial periférica. Rev CEFAC. 2013;15(2):402-10.

8. Lee LN, Susarla SM, Hohman MH, Henstrom DK, Cheney ML, Hadlock TA. A Comparison of Facial Nerve Grading Systems. Annals of Plastic Surgery. 2013;70(3):313-6.

9. Silva MFF, Cunha MC, Lazarini PR, Fouquet ML. Conteúdos psíquicos e efeitos sociais associados à paralisia facial periférica: abordagem fonoaudiológica. Arq. Int. Otorrinolaringol. 2011;15(4):450-60.

10. Januário PO. Estudo Clínico Randomizado no Tratamento da Paralisia Facial Periférica. [dissertação]. São José dos Campos (SP): Universidade do Vale do Paraíba; 2011.

11. Barreira JACS. Paralisia Facial Periférica: impacto na qualidade de vida. [dissertação]. Covilhão (Portugal): Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Beira Interior; 2010.

12. Altmann EBC, Vaz ACN. Paralisia Facial: Implicações da Etiologia e das Diferentes Cirurgias. In: Cômite de Motricidade Orofacial - SBFa. Motricidade oral: como atuam os especialistas. São Paulo: Pulso, 2004. P. 187-202.

13. Fouquet ML. Atuação fonoaudiológica nas paralisias faciais. In: Barros APB, Arakawa L, Tonini MD, Carvalho VA (org.). Fonoaudiologia em cancerologia. Fundação Oncocentro de São Paulo, Comitê de Fonoaudiologia em Cancerologia. São Paulo: FOSP, 2000. P. 99-104.

14. Goffi Gomez MVS, Vasconcelos LGE, Bernardes DFF. Intervenção Fonoaudiológica na Paralisia Facial. In: Ferreira LP, Befi-Lopes DM, Limongi SCO. Tratado de fonoaudiologia. São Paulo: Roca, 2004. P. 512-26.

15. Tessitore A, Pfelsticker LN, Paschoal JR. Aspectos Neurofisiológicos da Musculatura Facial visando a reabilitação na Paralisia Facial. Rev CEFAC. 2008;10(1):68-75.

16. Quintal M, Tessitore A, Paschoal JR, Pfeilsticker LN. Quantificação da Paralisia Facial com o paquímetro digital. Rev CEFAC. 2004;69(2):170-6.

17. Lacôte M, Chevalier AM, Miranda A, Bleton JP, Stevenin P. Avaliação da função motora da face nas lesões periféricas e centrais. In: Lacôte M, Chevalier AM, Miranda A, Bleton JP, Stevenin P. Avaliação clínica da função muscular. São Paulo: Manole, 1987. P. 13-85.

18. Swart BJM, Verheij JCGE, Beurskens CHG. Problems with Eating and Drinking in Patients with Unilateral Peripheral Facial Paralysis. Dysphagia. 2003;18(4):267-73.

19. Santos APN, Ganda AMF, Campos MIC. Correlação entre paralisia facial e desordem temporomandibular: caso clínico. Revista de Odontologia da UNESP. 2009; 38(2):123-7.

20. Fouquet ML, Serrano DMS, Abbud IE. Reabilitação fonoaudiológica na paralisia facial periférica: fases flácida e de recuperação de movimento. In: Lazarini PR, Fouquet ML. Paralisia facial: avaliação, tratamento e reabilitação. São Paulo: Lovise; 2006. P. 149-59.

21. Vanswearingen J. Facial Reabilitation: a neuromuscular reeducation, patient-centered approach. Facial Plast Surg. 2008;24(2):250-9.

22. Douglas CR. Fisiologia da função sensorial. In: Douglas CR. Tratado de fisiologia aplicado à fonoaudiologia, São Paulo: Robe, 2002. P. 97-105.

23. Tessitore A, Paschoal JR, Pfeilsticker LN. Avaliação de um protocolo da reabilitação orofacial na paralisia facial periférica. Rev CEFAC. 2009;11(3):432-40.

24. Santos RMM, Guedes ZCF. Estudo da Qualidade de Vida em individuos com paralisia periférica crônica adquirida. Rev CEFAC. 2012;4(14):626-34.

25. Salvador CHM, Tessitore A, Pfeilsticker LN, Paschoal, JR, Nemr, K. Mensuração da evolução terapeutica com o uso do paquimetro digital na paralisia de Bell. Rev CEFAC. 2013;15(3):592-8.

26. Fouquet ML, Masson AC, Guimarães MF, Pires CA. Avaliação Fonoaudiológica na Paralisia Facial Periférica. In: Lazarini PR, Fouquet ML. Paralisia facial: avaliação, tratamento e reabilitação. São Paulo: Lovise; 2006. P. 65-74.


Submitted date:
11/03/2014

Accepted date:
29/09/2014

6a2218fda95395054a3858c4 cefac Articles

Revista CEFAC

Share this page
Page Sections