Forced vital capacity and maximum phonation time compared to waist circumference and nutritional status of children
Capacidade vital forçada e tempos máximos de fonação em relação à circunferência abdominal e ao estado nutricional de crianças
Fernanda dos Santos Pascotini; Leris Salete Bonfanti Haeffner; Carla Aparecida Cielo
Abstract
Purpose: to evaluate and correlate forced vital capacity and maximum phonation time in relation to abdominal circumference and nutritional status of children.
Methods: cross-sectional study of 82 children aged between eight and ten years, divided by the nutritional status (eutrophic, overweight and obese) and the percentile of abdominal circumference (≤ 25, 25 the 75, ≥ 75). There was forced vital capacity by spirometry and maximum phonation time the /e/, /a/ and /e/ voiceless (/e/).
Results: the forced vital capacity was higher in children with higher abdominal circumference (p = 0.003) and percentiles of abdominal circumference 25-75 had longer sustain the vowels (p <0.05). No statistically significant difference in forced vital capacity and TMF /e,a,é/ in relation to nutritional status. There was strong correlation between /a/ maximum phonation time and maximum phonation time /e/ (0.84).
Conclusion: the nutritional status of children did not influence the volume of expired air and measures of maximum phonation time, but it is perceived that a higher abdominal circumference, which is located fat, increases lung function.
Keywords
Resumo
Objetivo: avaliar e correlacionar capacidade vital forçada e tempos máximos de fonação em relação à circunferência abdominal e ao estado nutricional de crianças.
Métodos: estudo transversal analítico com 82 crianças, entre oito e dez anos de idade, divididas pelo estado nutricional (eutrófica, sobrepeso e obesas) e pelo percentil da circunferência abdominal (≤25, 25 a 75 e ≥75). Verificou-se a capacidade vital forçada pela espirometria e os tempos máximos de fonação de /e/, /a/ e /e/ áfono (/é/).
Resultados: a capacidade vital forçada foi maior nas crianças com maior circunferência abdominal (p=0,003) e as com percentis da circunferência abdominal de 25 a 75 tiveram maiores tempos máximos de fonação /e,a,é/ (p<0,05). Não foi encontrada diferença estatística significante das variáveis capacidade vital forçada e tempos máximos de fonação/e,a,é/ em relação ao estado nutricional. Existiu correlação forte entre tempo máximo de fonação /a/ e tempo máximo de fonação /e/ (0,84).
Conclusão: o estado nutricional das crianças não influenciou o volume de ar expirado e às medidas de tempos máximos de fonação, mas percebe-se que uma maior circunferência abdominal, que representa a gordura localizada, aumenta a função pulmonar.
Palavras-chave
Referências
1. Pinho SMR. Fundamentos em fonoaudiologia: tratando os disturbios da voz. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2003.
2. Cerceau JSB, Alves CFT, Gama ACC. Analise acustica da voz de mulheres idosas. Rev CEFAC. 2009;11(1):142-9.
3. Cardoso NFB, Araujo RC, Palmeira AL, Dias RF, Franca EET, Andrade FMD et al. Correlacao entre o tempo maximo de fonação e a capacidade vital lenta em individuos hospitalizados. ASSOBRAFIR Ciência. 2013;4(3):9-17.
4. Cielo CA, Christmann MK, Scherer TM, Hoffmann CF. Adapted air flow and phonic coefficients of future voice professionals. Rev CEFAC. 2014;16(2):546-53.
5. Dehqan A, Ansari H, Bakhtiar M. Objective voice analysis of Iranian speakers with normal voices. J Voice. 2010;24(2):161-7.
6. Behlau M. Voz: o livro do especialista. 2. ed. Rio de Janeiro: Revinter; 2008.
7. Miglioranzi SL, Cielo CA, Siqueira MA. Relação entre capacidade vital, tempos máximos de fonação de /e/ emitido de forma áfona, de /s/ e estatura em mulheres adultas. Rev CEFAC. 2011;13(6):1066-72.
8. Cassiani RA, Aguiar-Ricz L, Santos CM, Martinez JAB, Dantas RO. Competência glótica na doença pulmonar obstrutiva crônica. Audiol. Commun. res.2013;18(3):149-54.
9. Flores LS, Gaya AR, Petersen RDS, Gaya A. Tendência do baixo peso, sobrepeso e obesidade de crianças e adolescentes brasileiros. J Pediatr. 2013;89(5):456-61.
10. Silva IA, Barros DD, Silva VC, Ferreira EAAP. Antropometria na avaliação da obesidade abdominal e risco de doenças cardiovasculares em adultos na cidade de Patos – PB. REBES. 2014;4(1):41-51.
11. Marfell-Jones M, Olds T, Stewart A, Carter I. International standards for anthropometric assessment. Potchefstroom: ISAK, 2006.
12. OMS - Organização Mundial da Saúde. Programas e projetos. Obesidade e sobrepeso. 2006. Disponível em: <http://www.who.int/mediacentre/ factsheets/fs311/en/index.html>. Acesso em: 10.04.2014.
13. Halpern R, Rech RR, Veber B, Casagrande J, Roth LR. Correlação entre variáveis antropométricas em escolares na cidade de Caxias do Sul Caxias do Sul. DO CORPO: Ciências e Artes. 2013;1(3):1-7.
14. Pereira CAC. Espirometria. J. Pneumol. 2002;28(Supl 3):S1-S82.
15. Cielo CA, Cappellari VM. Tempo Máximo de fonação de crianças pré-escolares. Rev. Bras. Otorrinolaringol. 2008;74(4):552-60.
16. Silva CPG, Bittar CML. Fatores ambientais e psicológicos que influenciam na obesidade infantil. Rev. Saúde e Pesquisa. 2012;5(1):197-207.
17. Oliveira FB, Aguiar LGK, Bouskela E, Jansen JM, Melo PL. Análise do efeito da obesidade sobre as propriedades resistivas e elásticas do sistema respiratório por oscilações forçadas. Pulmão RJ. 2006;15(4):219-23.
18. Teixeira VSS, Fonseca BCA, Pereira DM, Silva BAK, Reis FA. Avaliação do efeito da obesidade infantil e a do adolescente sobre as propriedades ventilométricas e força muscular do sistema respiratório. ConScientiae Saúde. 2009;8(1):35-40.
19. Thyagarajan B, Jacobs DR, Apostol GG, Smith LJ, Jensen RL, Crapo RO et al. Longitudinal association of body mass index with lungfunction: The CARDIA Study. Respir Res. 2008;9(31):1-10.
20. Ribeiro GF, Araújo LMB, Souza-Machado A, Ribeiro PA. Avaliação da função pulmonar em indivíduos obesos assintomáticos respiratórios: correlação entre dados antropométricos e espirométricos. Rev. bras. alerg. imunopatol. 2007;30(6):227-31.
21. Domingos-Benício NC, Gastaldi AC, Perecin JC, Avena KM, Guimarães RC, Sologuren MJJ et al. Medidas espirométricas em pessoas eutróficas e obesas nas posições ortostática, sentada e deitada. Rev. Assoc. Med. Bras. 2004;50(2):142-7.
22. Koseki LCC, Bertolini SMMG. Capacidade pulmonar e força muscular respiratória em crianças obesas. Rev. Saúde e Pesquisa. 2011;4(2):169-76.
23. Rasslan Z, Stirbulov R, Lima CAC, Saad Jr R. Função Pulmonar e obesidade. Rev. Bras. Clin. Med. 2009;7:36-9.
24. Thomas PS, Cowen ER, Hulands G, Milledge JS. Respiratory function in the morbidly obese before and after weight loss. Thorax. 1989;44:382-6.
25. Crapo RO, Kelly TM, Elliott CG, Jones SB. Spirometry as a preoperative screening test in morbidly obese patients. Surgery. 1986;99:763-7.
26. Hakala K, Stenius-Aarniala B, Sovijärvi A. Effects of weight loss on peak flow variability, airways obstruction and lung volumes in obese patients with asthma. Chest. 2000;118:1315-21.
27. Aguiar IC, Reis IS, Apostólico N, Pinto LA, Freitas Jr WR, Malheiros CA et al. Capacidade Pulmonar e força ventilatória em obesos mórbidos. Ter Man. 2012;10(47):71-4.
28. Schoenberg JB, Beck GJ, Bouhuys A. Growth and decay pulmonary function in healthy blacks and whites. Respir Physiol. 1978;33:367-93.
29. Boran P, Tokuc G, Pisgin B, Oktem S, Yegin Z, Bostan O. Impact of obesity on ventilator function. J Pediatr. 2007;83(2):171-6.
30. Olian LA, Lima MC. Influência da obesidade infantil e do adolescente sobre a função pulmonar. In: Anais do IV Seminário de Fisioterapia Uniamérica: Iniciação Científica, 24-25 maio, Foz do Iguaçu, Brasil, 2010.
31. Drumond SC. Valores de referências de parâmetros espirométricos em crianças e adolescentes com diferentes índices de massa corporal. [Dissertação] Belo Horizonte (MG): Universidade Federal de Minas Gerais; 2006.
32. Drumond SC, Fontes MJF, Assis I, Duarte MA, Lamounier JA, Orlandi LCL et al. Comparação entre três equações de referência para a espirometria em crianças e adolescentes com diferentes índices de massa corpórea. J. bras. pneumol. 2009;35(5):415-22.
Submetido em:
17/11/2015
Aceito em:
11/01/2016


