Terapia fonológica em irmãos com diferentes graus de gravidade do desvio fonológico
Phonological therapy in siblings with different severity degree of phonological disorders
Karina Carlesso Pagliarin; Márcia Keske-Soares; Helena Bolli Mota
Resumo
Tema: terapia fonológica em irmãos com desvio fonológico.
Procedimentos: participaram da pesquisa dois irmãos, S1 e S2, do sexo masculino e feminino, respectivamente. O S1, 6:6 de idade, apresentava desvio fonológico de grau severo e foi tratado pelo modelo de Oposições Mínimas e o S2, 4:8 de idade, com desvio fonológico de grau moderado-severo foi tratado pelo Modelo de Oposições Máximas. Ambos os sujeitos realizaram 25 sessões de fonoterapia.
Resultados: o S2 obteve uma melhor evolução terapêutica comparado ao S1. O S1 apresentou generalização a itens não utilizados no tratamento e o S2 apresentou generalização dentro de uma classe de sons.
Conclusão: os modelos utilizados são eficazes, pois proporcionaram a ocorrência de generalizações e a melhora do sistema fonológico de ambos os sujeitos. No entanto os fatores ambientais podem ter limitado a evolução do tratamento, uma vez que as crianças apresentavam substituições semelhantes na fala o que favorecia a manutenção da alteração.
Palavras-chave
Abstract
Background: phonological therapy in siblings with phonological disorder.
Procedure:** the sample was composed of two brothers, S1 and S2, male and female, respectively. S1, age 6:6-year-old, with severe phonological disorder, was treated by Minimal Opposition model and S2, age 4:8-year-old, with moderate-severe phonological disorder, was treated by Maximal Opposition model. Both subjects have had 25 sessions of speech therapy.
Results: S2 got better development compared to S1. S1 showed generalization to untreated items and S2 showed generalization within a sound class.
Conclusion: the used models are effective, because they provided the occurrence of generalizations and the improvement of the phonological system of both subjects. However, environmental factors may have limited the progress of treatment, since that the children had similar substitutions in the speech that favored the maintenance of the change.
Keywords
Referencias
1. Grunwell P. The nature of phonological disability in children. London: Academic Press; 1981.
2. Keske-Soares M, Blanco APF, Mota HB. O desvio fonológico caracterizado por índices de substituição e omissão. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2004; 9(1):10-8.
3. Vieira MG, Mota HB, Keske-Soares M. Relação entre idade, grau de severidade do desvio fonológico e consciência fonológica. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2004; 9(3):144-50.
4. Lewis BA, Ekelman BL, Aram DM. A familial study of severe phonological disorders. J Speech Hear Res. 1989; 32(4):713-24.
5. Whitehead RL, Schiavetti N, Mackenzie DJ, Metz DE. Intelligibility of speech produced during simultaneous communication. J Commun Dis. 2004; 37(3):241-53.
6. Wertzner HD, Papp ACS. O aspecto familial e o transtorno fonológico. Pró-Fono. 2006; 18(2):151-60.
7. Monteiro MIB, Bagarollo MF. Os irmãos e o desenvolvimento da linguagem de sujeitos deficientes mentais. Disturb Comun. 2004; 16(2):253-9.
8. Lewis BA, Freebairn LA, Hansen AJ, Miscimarra L, Iyengar SK, Taylor HG. Speech and language skills of parents of children with speech sound disorders. Am J Speech Lang Pathol. 2007; 16(2):108-18.
9. Kovas Y, Hayiou-Thomas ME, Oliver B, Dale PS, Bishop DVM, Plomin R. Genetic influences in different aspects of language development: the etiology of language skills in 4.5-year-old twins. Child Dev. 2005; 76(3):632-51.
10. Weber DE, Vares MA, Mota HB, Keske-Soares M. Desenvolvimento do sistema fonológico de gêmeos monozigóticos com desvio fonológico: correlação a fatores genéticos e ambientais. Rev CEFAC. 2007; 9(1):32-9.
11. Elbert M, Powell TW, Swartzlander P. Toward a technology of generalization: how many exemplars are sufficient? J Speech Hear Res. 1991; 34(1):81-7.
12. Mota HB, Bagetti T, Keske-Soares M, Pereira LF. A generalização baseada nas relações implicacionais em sujeitos submetidos à terapia fonológica. Pró-Fono. 2005 jan-abr; 17(1):99-110.
13. Ceron MI, Keske-Soares M. Terapia fonológica: a generalização a itens não utilizados no tratamento (outras palavras). Rev CEFAC. 2007 out-dez; 9(4):453-60.
14. Ceron MI, Keske-Soares M. Terapia fonológica: a generalização dentro de uma classe de sons e para outras classes de sons. Rev CEFAC. 2008; 10(3):311-20.
15. Gierut JA. The conditions and course of clinically induced phonological change. J Speech Hear Res. 1992 Out; 35(5):1049-63.
16. Gierut JA. Maximal opposition approach to phonological treatment. J Speech Hear Dis. 1989; 54(1):9-19.
17. Bernhardt B. The application of nonlinear phonological theory to intervention with one phonologically disordered child. Clin Ling Phonet. 1992; 6(4):283-316.
18. Shriberg LD, Austin D, Lewis BA, McSweeny JL, Wilson DL. The percentage of consonants correct (PCC) metric: extensions and reliability data. J Speech Lang Hear Res. 1997; 40(4):708-22.
19. Bagetti T, Mota HB, Keske-Soares M. Modelo de oposições máximas modificado: uma proposta de tratamento para o desvio fonológico. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2005 Jan-mar; 10(1):36-42.
20. Gierut J. Differential learning of phonological oppositions. J Speech Hear Res. 1990; 33(3):540-9.
Submitted date:
10/07/2008
Accepted date:
12/10/2008
