Identification of vocal problems experienced by church singers
Identificação de problemas vocais enfrentados por cantores de igreja
Vanessa Veis Ribeiro; Angelika Bissolotti dos Santos; Eveline Bonki; Tatiane Prestes; Ana Paula Dassie-Leite
Abstract
Purpose: to identify possible problems faced by gospel singers of Irati-PR.
Method: we analyzed 42 questionnaires answered by singers from the church, which contained identifying information and a questionnaire related to 30 vocal problems that could be faced by the singers, both related to vocal health problems and the specific use of singing voice. The questionnaire is widely used in the Brazilian literature.
Results: the average value of these problems was 7.78. Women reported higher average number of vocal problems (mean: 9.65) than men (mean: 6.19). There is a statistically significant difference between them (p = 0.03). From the 30 questions, only one was not checked by any singer. The most cited vocal problems were: difficulties to reach high or bass notes (n=29;58%), shortness of breath to complete musical phrases (n=27;54%), tightness or ball in the throat (n = 25; 50%), feeling weak or too strong voice for choral singing (n=22;44%) and discord (n=18;42%). Moreover, it was observed that there is no increase of vocal problems as there is increase of age or singing time (p=0.003 and p=0.573, respectively).
Conclusion: women reported more problems than men regarding voice use. The amount of vocal problems does not depend on age and singing time, this may indicate that the lack of technique can be harmful even for subjects who sing recently. The most frequent complaints seem to have more relation to lack of vocal technique.
Keywords
Resumo
Objetivo: identificar possíveis problemas vocais enfrentados por cantores evangélicos de Irati-PR.
Método: foram analisados 42 questionários respondidos por cantores de Igreja, onde constavam dados de identificação e um questionário referente a 30 problemas vocais que poderiam ser enfrentados pelos cantores, tanto referentes aos problemas de saúde vocal, quanto relacionados à utilização específica da voz cantada. O questionário já é amplamente utilizado na literatura brasileira.
Resultados: a média de problemas referidos foi de 7,78. Mulheres referiram maior quantidade média de problemas vocais (média:9,65) do que homens (média:6,19), havendo diferença estatisticamente significante entre eles (p=0,03). Das 30 questões, apenas uma não foi assinalada por nenhum cantor. Os problemas vocais mais citados foram: dificuldades para atingir notas agudas ou graves (n=29;58%), falta de ar para terminar frases musicais (n=27;54%), sensação de aperto ou bola na garganta (n=25;50%), sensação de voz fraca ou forte demais para o canto coral (n=22;44%), e desafinação (n=18;42%). Além disso, foi possível observar que não houve aumento de problemas vocais com o avanço da idade ou do tempo de canto (p=0,003 e p=0,573, respectivamente).
Conclusão: mulheres referiram mais problemas do que homens no que se refere à utilização da voz no canto coral. A quantidade de problemas vocais independeu da idade e do tempo de canto, o que pode indicar que a falta de técnica pode ser prejudicial até mesmo para indivíduos que cantam há pouco tempo. As queixas mais frequentes parecem ter maior relação com a falta de técnica vocal.
Palavras-chave
Referências
1. Camargo TF, Barbosa PFA, Teles LCS. Aspectos de religiosidade na saúde vocal de cantores de grupo de louvor. Rev Soc Bras Fonoaudiologia. 2007; 10(3), 359-68.
2. Behlau M, Rehder MI. Higiene Vocal para o Canto Coral. Rio de Janeiro: Revinter, 2008.
3. Bastos PRJ, Ferreira KL, Camargo ZAD, Pinho SMR. Extensão vocal de cantores de coros evangélicos amadores. In: Pinho SMR. Temas em Voz Profissional. Rio de Janeiro: Revinter, 2007.
4. Penteado RZ, Silva CB e Pereira PFA. Aspectos de religiosidade na saúde vocal de cantores de grupo de louvor. Rev CEFAC. 2008; 10(3), 359-68.
5. Mota ACG, Goldenberg M. Aquecimento e Desaquecimento Vocal [monografia]. São Paulo (SP): Centro de Especialização em Fonoaudiologia Clínica; 1998.
6. Behlau MS, Rehder MIBC. Perfil Vocal de Regentes de Coral do Estado de São Paulo. Rev CEFAC. 2008; 10(1): 206-17.
7. Silva MS, Camargo EAA. Perfil vocal dos coralistas amadores do estilo gospel. Anais do 5º Simpósio de Ensino de Graduação da Universidade Metodista de Piracicaba. Piracicaba: UNIMEP, 2007. Disponível em: http://www.unimep.br/phpg/mostraacademica/anais/5mostra/backup/4/339.pdf. Acesso em: 03/03/10.
8. Costa, PJBM; Ferreira KL, Camargo ZA; Pinho SMR. Extensão Vocal de Cantores de Coros Evangélicos Amador. Rev CEFAC. 2006; 8(1): 96-106.
9. Leite GCA, Assumpção R, Campiotto AR, Silva MAA. O canto nas igrejas: o estudo do uso vocal dos coralistas e não coralistas. Dist Comun. 2004; 16(2):229-39.
10. Ueda, KH; Santos, LZ; Oliveira, IB. Vinte e cinco anos de cuidados com a voz profissional: avaliando ações. Rev. CEFAC. 2008, 10(4): 557-65.
11. Ferreira LP, Santos JG, Lima MFB. Sintoma vocal e sua provável causa: levantamento de dados em uma população. Rev. CEFAC. 2009; 11(1):110-8.
12. Behlau, M; Zambon, F; Guerrieri, AC; Roy, N. Panorama epidemiológico sobre a voz do professor no Brasil. In: 17º Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia e 1º encontro Ibero– Americano de fonoaudiologia, 2009, Salvador –Bahia. Anais... Salvador– Bahia, 2009, p 1511.
13. Dassie-Leite AP, Lourenço L, Behlau M. Correlação entre dados ocupacionais, sintomas e avaliação vocal de operadores de telesserviços. Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia [no prelo]. 2010
14. Ribeiro LR, Hanayama EM. Perfil Vocal de Coralistas Amadores. Rev. CEFAC. 2005; 7(2): 252-66.
15. Rehder MIBC, Behlau M. Análise vocal perceptivo-auditiva e acústica, falada e cantada de regentes de coral. Pró-Fono. 2008; 20(3):195-200.
16. Lima MFB, Ferreira LP. Sintomas Vocais, Alterações da Qualidade Vocal e Laríngea em Professores: análise de instrumentos [dissertação]. São Paulo (SP): Pontífice Universidade Católica de São Paulo; 2008.
17. Köhle J, Nemr K, Leite GCA, Santos AO, Lehn CN, Chedid HM. Ação de proteção de saúde vocal: perfil da população e correlação entre auto-avaliação vocal, queixas e avaliação fonoaudiológica perceptivo-auditiva e acústica. Rev Distúrbios da Comunicação. 2004; 16(3): 333-41.
18. Ferreira LP, Luciano P, Akutsu CM. Condições de Produção Vocal de Vendedores. Rev. CEFAC. 2008; 10(4): 528-35.
19. Pontes P, Behlau M, Kyrillos L. Glottic configuration and glottic proportion: na attempt to understand the posterior glottic chink. Rev Otol Rhinol Laryngol (Bordeaux). 1994; 115: 261-6.
20. Fortes FSG, Imamura R, Tsuji DH, Sennes LU. Perfil dos profissionais da voz com queixas vocais atendidos em um centro terciário de saúde. Rev Bras Otorrinolaringol. 2007; 73(1):27-31.
21. Fernades AJ, Kayama AG, Östergren EA. O regente moderno e a construção da sonoridade coral. Per Musi. 2006; 13:33-51.
Submetido em:
22/09/2010
Aceito em:
23/01/2011
