Epidemiological profile of patients treated in Petrolina-PE auditory center
Perfil epidemiológico dos pacientes atendidos no Centro Auditivo de Petrolina-PE
Anna Tereza Pessoa da Silva Reis; Fabiane Gonçalves Ferreira da Silva; Rodrigo Brayner de Farias
Abstract
Purpose: to characterize the epidemiological profile of patients attending the Hearing Center of Petrolina-PE by gender, age, city where they reside and type of hearing loss, in 2009.
Method: all patients treated at the Hearing Center of Petrolina-PE in 2009 took part in this study, totaling 553 subjects. We considered only the records with complete data and audiological findings, with this being the criteria for inclusion in the study. We excluded 73 subjects whose records were incomplete.
Results: the sample consisted of 480 medical records, namely: 55.2% (265) were female and 44.8% (215) male. Regarding age, we noted that the mean age was 49.1 years, ranging between 4 and 93 years. The population distribution according to type of hearing loss was 220 (22.9%) ears with normal hearing thresholds, 572 (59.5%) with sensorineural hearing loss, 134 (13.9%) and 34 mixed (3.5%) conductive. Regarding the city of origin of the participants, the study showed 392 (81.6%) subjects residing in Petrolina and 82 (18.4%) in other Pernambuco cities.
Conclusion: this study showed that hearing loss was predominantly sensorineural. Regarding gender, there was a female predominance. there was a considerable number of people with hearing loss over 60 year old, and such being the case, showing the need for a rehabilitation program for the elder.
Keywords
Resumo
Objetivo: caracterizar o perfil epidemiológico de pacientes atendidos no Centro Auditivo de Petrolina-PE segundo sexo, idade, cidade em que residem e tipo de perda auditiva no ano de 2009.
Método: participaram desta pesquisa todos os pacientes atendidos no Centro Auditivo de Petrolina-PE no ano de 2009, totalizando 553 indivíduos. Foram considerados apenas os prontuários com dados completos e exames audiológicos realizados, sendo este o critério de inclusão no estudo. Foram excluídos 73 indivíduos que tinham os prontuários incompletos.
Resultados: amostra foi composta por 480 prontuários, destes, 55,2% (265) eram do gênero feminino e 44,8% (215) do gênero masculino. Em relação a faixa etária, observou-se que a média de idade foi de 49,1 anos, variando entre 4 e 93 anos. A distribuição da população segundo o tipo de perda auditiva foi de 220 (22,9%) orelhas com limiares auditivos normais, 572 (59,5%) com perda auditiva sensorioneural, 134 (13,9%) mistas e 34 (3,5%) condutivas. Em relação a cidade de origem dos participantes observou-se que 392 (81,6%) indivíduos residem em Petrolina e 82 (18,4%) em outras cidades de Pernambuco.
Conclusão: o presente estudo demonstrou que a deficiência auditiva predominantemente foi do tipo sensorioneural. Em relação ao gênero, houve predomínio do feminino. Apresentou-se considerável número de pessoas com deficiência auditiva acima dos 60 anos, mostrando assim a necessidade de programa de reabilitação de idosos.
Palavras-chave
References
1. Mulrow CD, Aguilar C, Edicott JE, Vélez R, Tuley MR, Charlip WS, Hill JA. Association between hearing impairment and the quality of life of elderly individuals. Journal of the America Geriatric Society 1990;38:45-50.
2. Butugan O, Santoro PP, Rezende E, Silveira JA, Medicis JA, Grasel SS. Diagnóstico precoce da deficiência auditiva no primeiro ano de vida de crianças com alto risco através de audiometria de tronco cerebral. Pediatria (São Paulo). 2000;22(2):115-22.
3. Gatto CL, Tochetto TM. Deficiência Auditiva Infantil: implicações e soluções. Revista CEFAC, São Paulo. 2007; 9(1): 110-5.
4. Veras RP, Mattos LC. Audiologia do envelhecimento: revisão da literatura e perspectivas atuais. Rev. Bras. Otorrinolaringol., São Paulo, 2007; 73(1) :128-34.
5. IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Síntese dos indicadores sociais 2000. Rio de Janeiro: IBGE; 2001. 369p. (Estudos e pesquisas. Informação demográfica e socioeconômica, 5).
6. Portaria MS/GM Nº 2073 – 28 DE SETEMBRO DE 2004. Manual de Legislação de Saúde da Pessoa com Deficiência, Brasilia DF, 2 ed., 2006.
7. Portaria MS/SAS Nº 589- 8 OUTUBRO 2004. Manual de Legislação de Saúde da Pessoa com Deficiência, Brasilia DF, 2 ed., 2006.
8. Lichtig I, Monteiro RG, Couto MIV, Haro FMB, Campos MSC, Vaz FAC, Okay Y. Avaliação do comportamento auditivo e neuropsicomotor em lactentes de baixo peso ao nascimento. Rev. Assoc. Med. Bras. 2001; 47(1): 52-8.
9. Françozo MFC, Masson GA, Rossi TRF, Lima MCMP, Santos MFC Adesão a um Programa de Triagem Auditiva Neonatal. Saude soc., São Paulo, 2010; 19(4): 910-8.
10. Azevedo MF Avaliação audiologica no primeiro ano de vida. In: Lopes Filho O., organizador. Tratado de Fonoaudiologia. São Paulo; Roca. 2007; p. 604-16.
11. Baraldi GS, Almeida LC, Borges ACC. Evolução da perda auditiva no decorrer do envelhecimento. Braz J Otorhinolaryngol. 2007;73(1):64-70.
12. Pinheiro RS, Viacava F, Travassos C, Brito AS, Gênero, morbidade, acesso e utilização de serviços de saúde no Brasil. Ciênc. saúde coletiva 2002; 7(4): 687-707.
13. Organización Panamericana de la Salud. La salud en las Américas, 1998. Washington, D.C.: OPS; 1998.
14. Henry CJ, Varakamin C, Webster-Gandy J, Ulijaszek S. Anthropometry of two contrasting populations of Thai elderly living in a rural setting. Archives of Gerontology and Geriatrics 2001; 33:255-63.
15. Giatti L, Barreto SM. Saúde, trabalho e envelhecimento no Brasil. Ad Saúde Pública 2003; 19(3):759-71.
16. Mattos LC, Veras RP, A prevalência da perda auditiva em uma população de idosos da cidade do Rio de Janeiro: estudo seccional. Rev. Bras. Otorrinolaringol; 2007;75(5):654-9.
17. Carmo LC, Silveira JAM, Marone SAM, D'Ottaviano FG, Zagati LL, Lins EMDVS et al. Estudo audiológico de uma população idosa brasileira. Rev. Bras. Otorrinolaringol. 2008; 74(3): 342-9.
18. Baraldi GS, Almeida LC, Borges ACC. Evolução da perda auditiva no decorrer do envelhecimento. Rev. Bras. Otorrinolaringol – São Paulo; 2007;73(1): 64-70.
19. Guarinello AC; Cruz MCM; O perfil dos idosos protetizados na Clínica de Fonoaudiologia da Universidade Tuiuti do Paraná. Revista Fono atual; São Paulo, 2006:8(35): 59-64.
20. Barros PF, Queiroga BA. As dificuldades encontradas no processo de adaptação de aparelho de amplificação sonora individual em indivíduos idosos. Rev CEFAC. 2006;8(3):375-85.
21. Almeida EOC, Costa CB, Oliveira SRT. Umeoka MTH. Audiometria Tonal e Emissões Otoacústicas-Produtos de Distorção em Pacientes Tratados com Cisplatina. Arq Int Otorrinolaringol. 2006;10(3):1-7.
22. Korn GP, Wecky LLM. Distúrbios da audição no idoso. RBM Rev Bras Med. 2006;63(7):353-6
23. Teixeira CF, Augusto LGS, Neto SSC. Prótese auditiva: satisfação do usuário com sua prótese e com seu meio ambiente. Revista CEFAC. 2008;10(2):245-53.
Submitted date:
09/22/2010
Accepted date:
04/02/2011
