Revista CEFAC
https://www.revistacefac.org.br/article/doi/10.1590/S1516-18462012005000018
Revista CEFAC
Original Articles

Brainstem Auditory Evoked Potential in subjects with sensorineural Hearing Losses

Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico por Via Óssea em Indivíduos com Perda Auditiva Sensorioneural

Luciana Castelo Branco Camurça Fernandes; Daniela Gil; Samylla Lopes de Santa Maria; Marisa Frasson de Azevedo

Downloads: 0
Views: 300

Abstract

Purpose: to characterize the results of ABR via bone in subjects with mild sensorineural hearing loss, comparing these data with the control group made up by subjects with normal hearing.

Method: the sample consisted of 40 adults of both genders, 18 – 55 year old, divided into a control group of 30 subjects with normal hearing and a study group made up of 10 subjects with mild sensorineural hearing loss. ABR was carried out with Interacoustics brand EP15. The stimulus was the click presentation rate of 27.7 / s, for a total of 2000 stimuli with rarefaction polarity for AC and switched to VO and band-pass filter of 50Hz and 3000Hz.

Results: in subjects with mild sensorineural loss, there were no statistically significant differences between the ABR threshold via air and bone, and those thresholds were equivalent, with air-bone gap of less than 10dB. The latencies of wave V in the electrophysiological threshold and 50 dBnNA were lower latencies than those noted in subjects with normal hearing.

Conclusion: we found electrophysiological thresholds via bone equivalent to thresholds obtained via air, with the presence of air-bone gap being less than 10dBnNA. Thus, the use of VO by ABR provides data for a more-detailed characterization of the type of hearing loss.

Keywords

Hearing; Electrophysiology; Hearing Loss

Resumo

Objetivo: caracterizar os resultados do PEATE por via óssea em indivíduos com perda auditiva sensorioneural leve, comparando esses dados com o grupo controle, formado por indivíduos audiologicamente normais.

Método: a amostra foi constituída por 40 adultos, de ambos os sexos, com faixa etária de 18 a 55 anos, distribuídos em um grupo controle de 30 indivíduos com audição normal e um grupo estudo composto de 10 indivíduos com perda auditiva sensorioneural de grau leve. O PEATE foi realizado com equipamento EP15, da marca Interacoustics. O estímulo utilizado foi o clique com taxa de apresentação de 27,7/s, em um total de 2000 estímulos, com polaridade de rarefação por VA e alternada para VO e filtro passa-banda de 50Hz e 3000Hz.

Resultados: em indivíduos com perda sensorioneural de grau leve, não houve diferenças estatisticamente significantes entre o limiar do PEATE por via aérea e óssea, estando esses limiares equivalentes, com GAP aéreo-ósseo menor que 10dB. A latência da onda V no limiar eletrofisiológico e a 50 dBnNA foram menores que as referidas latências observadas em indivíduos com audição normal.

Conclusão: foram encontrados limiares eletrofisiológicos por via óssea equivalente aos limiares obtidos por via aérea, com presença de GAP aéreo-ósseo menor que 10dBnNA. Assim a utilização do PEATE por VO fornece dados para uma caracterização mais detalhada do tipo da perda auditiva.

Palavras-chave

Audição; Eletrofisiologia; Perda Auditiva

Referencias

1. Bevilacqua MC, Martinez MAN, Balen AS, Pupo AC, Reis ACMB, Frota S. Tratado de Audiologia. São Paulo: Santos; 2011.

2. Neto SC. Anatomofisiologia da Orelha Humana. Em: Caldas N, Neto SC, Sih T, editores. Otologia e Audiologia em Pediatria. Rio de Janeiro: Revinter; 1999. 8-16.

3. Godinho R, Keogh I, Eavey R. Perda auditiva genética. Rev Bras Otorrinolaringol. 2003; 69(1): 100-4.

4. Vieira ABC, Macedo LR, Goncalves DU. O diagnóstico da perda auditiva na infância. Rev. Pediatria. 2007;29(1):43-9.

5. Fernandes FDM, Mendes BCA, Navas ALPGP. Tratado De Fonoaudiologia. 2ª Ed. São Paulo: Roca; 2009.

6. Momensohn-Santos, Russo ICP (orgs). Pratica da audiologia clínica. 6 ed. São Paulo: Cortez, 2007.

7. Flabiano FC, Leite RA, Matas CG. Audiometria de tronco encefálico em adultos audiologicamente normais: comparação da latências absolutas das ondas I, III, V, interipos I-III, III-V, I-V, amplitudes das ondas I, III, V e relação da amplitude V/I, obtido em dois equipamentos diferentes. Acta ORL, 2003; 21(2).

8. Sousa LCA, Rodrigues LS, Piza MRT, Ferreira DR, Ruiz DB. Achado ocasional de doenças neurológicas durante a pesquisa da surdez infantil através do BERA. Rev Bras Otorrinolaringol. 2007;73(3):424-8.

9. Santos Filha VAV, Matas CG. Correlação da audiometria de tronco encefálico e audiometrial tonal na avaliação dos limiares auditivos em perdas auditivas neurossensoriais descendentes. ACTA ORL. 2008; 26 (2): 133-6.

10. Pfeifferr M, Frota S. Processamento auditivo e potenciais evocados auditivos de tronco cerebral (BERA). Rev CEFAC. 2009;11(1):31-7.

11. Möller AR, Janneta P, Bennett M, Möller MB. Intracranially Recorder Responses from Human Auditory Nerve: new insights into the Origino f Brainstem Evoked Potentials. Electroencephalogr Clin Neurophysiol. 1981;52: 18-27.

12. Stockard JE, Stockard JJ, Westmoreland BF, Corfits JL. Brainstem auditory-evoked response. Normal variation as a function of stimulus and subjects characteristics. Arch Neurol. 1979; 36: 823-31.

13. Filippini R, Schochat E. Potenciais evocados auditivos de tronco encefálico com estímulo de fala no transtorno do processamento auditivo. Braz. J. otorhinolaryngol. 2009;75(3): 449-55.

14. Hall III JW, New Handbook for Auditory Evoked Responses. Boston: Pearson Education. 1992. p.724-34.

15. Schochat E. Avaliação Eletrofisiológica da Audição. Em: Ferreira LP, Befi-Lopes DM, Limongi SCO, organizadoras. Tratado de Fonoaudiologia. 1st ed. São Paulo: Editora Roca; 1999. p. 657-68.

16. Rezende MSM, Ióro MCM. Potenciais evocados auditivos: estudo com indivíduos portadores de lúpus eritematoso sistêmico. Rev Bras Otorrinolaringol. 2008;74(3):429-39.

17. Musiek FE, Borenstein SP, Hall III JW & Schwaber. In: Katz J. Tratado de Audiologia Clínica. 4ª edição. São Paulo: Manole. 1999, p. 349–71.

18. Hood L. Clinical application of the auditory brainsteim response. San Diego: Singoular Publish Grou. 1998, p.12-28.

19. Araújo, F. M. C. Interpretação do potencial evocado auditivo de tronco encefálico na freqüência específica de 1000Hz em recém-nascidos. [Dissertação de Mestrado Pontifícia Universidade Catócica de São Paulo] São Paulo. 2004.

20. Fávero ML, Silva FLC, Tabith Jr A Nicastro FS, Gudmond MC, Spinelli M. Mudanças nos parâmetros do clique durante a captação do BERA. Revista Brasileira de Otorrinolaringologia. 2007; (73): 7-11.

21. Jeger J, Hall J. Effects of age and sex on Auditory Brainstem Reponse. Arch Otolaryngol. 1980; 106(7): 387-91.

22. Pedriali IVG, Kozlowski L. Influência da Intensidade e Velocidade do Clique no Peate de Ouvintes Normais. Arq. Int. Otorrinolaringol. 2006; 10(2):105-13.

23. Lourenço EA, Oliveira MH, Umemura A, Vargas AL, Lopes KC, Júnior AVP. Audiometria de resposta evocada de acordo com sexo e idade: achados e aplicabilidade. Rev Bras Otorrinolaringol. 2008;74(4):545-51.

24. Fichino SN, Lewis DR, Fávero ML. Estudo dos limiares eletrofisiológicos das vias aérea e óssea em crianças com até 2 meses de idade. Rev Bras Otorrinolaringol. 2007;73(2):251-6.

25. Matas CG, Toma MMT. Audiometria de tronco encefálico (ABR): o uso do mascaramento na avaliação de indivíduos portadores de perda auditiva unilateral. Rev Bras Otorrinolaringol. 2003;69(3):356-62.

26. Pinto FR, Matas CG. Comparação entre limiares de audibilidade e eletrofisiológico por estímulo tone burst. Rev. Bras. Otorrinolaringol. 2007; 73(4): 513-22.

27. Valete CM, Decoster DMH, Lima MAMT, Torraca TSS, Tomita S, Ávila Kós AOA. Distribuição por sexo e faixa etária das aplicações clínicas da audiometria de tronco encefálico. ACTA ORL. 2006; 24 (4): 281-3.

28. Gorga MP, Reiland JK, Beauchaine KA, Auditory brainstem response em a case of high-frequency conductive hearing loss. J Speech Hear Disord. 1985; 50: 346-50.

29. Tenório GA, Ferrite S, Teive P, Dultra A. Estimativa do Diferencial entre os Limiares Auditivos Subjetivos e Eletrofisiológicos em Adultos Normouvintes. Arq. Int. Otorrinolaringol. 2007; 11(1): 54-9.

30. Santos AS, Castro Júnior N. Audiometria de tronco encefálico em motoristas de ônibus com perda auditiva induzida pelo ruído. Rev Bras Otorrinolaring. 2009; 75(5): 753-9.

31. Fernandes LCBC. A comparação entre os limiares de via óssea psicoacústico e eletrofisiológico [Dissertação de mestrado]. São Paulo (SP): Universidade Federal de São Paulo; 2010.

32. Stuart A, Yang EY, Stenstrom R, Reindorp AG. Auditory Brainstem Response Thresholds to Air and Bone Conducted Clicks in Neonate in Adults. The American Journal of Otology. 1993; 14(2): 176-82.

33. Freitas VS, Alvarenga KF, Morettin M, Souza EF, Costa Filho OA. Potenciais evocados auditivos de tronco encefálico por condução óssea em indivíduos normais; Pró-Fono Revista de Atualização Científica. 2006; 18(3): 323-30.

34. Boezeman EHJF, Kapsteyn TS, Visser SL, Snel AM. Comparison of the latenciesbetween bone and air conduction in the auditory brain steim evoked potential. Eletroencephalography and clinical neurophysiology, Elsevier Scientific Publishers Ireland, Ltd. 1983; 56: 244-7.

35. Gorga, MP; Kaminski, JR; Beauchaine, KL; Bergman, BM. A comparasion of auditory brain stem response thresholds and latencies elicied by air and boné conductedstimuli. Ear & Hearing. 1993; 14(2): 85-94.

36. Cornacchia L, Martini A, Morra B. Air and bone brain stem response in adults and infants. Audiology. 1983; 22: 430-7.

37. Freitas VS, Alvarenga KF, Morettin M, Souza EF, Costa Filho OA. Potenciais evocados auditivos do tronco encefálico por condução óssea em crianças com malformação de orelha externa e/ ou média. Distúrbio da Comunicação. 2006; 18(1): 9-18.

38. Sousa LCA, Piza MRT, Cóser PL, Alvarenga KF. Eletrofisiologia da audição e emissões otoacústicas. 1. ed.: São Paulo: Novo conceito Saúde; 2008.

39. Soares, IA. Estudo do padrão de normalidade do potencial evocado auditivo de adultos ouvintes normais por meio de um novo equipamento de diagnóstico desenvolvido [Dissertação de mestrado]. São Paulo (SP): Universidade Federal de São Paulo; 2010.

40. Assis CL, de Souza FCR, Baraky LR, Bernardi APA. Estudo da audiometria de tronco encefálico em indivíduos de 20 a 30 anos com audição normal. Rev. CEFAC. 2005; 7(1): 87-92.

41. Esteves MCBN, Dell'Aringa MHB, Arruda GV, Dell'Aringa AR, Nardi JC. Estudo da latência das ondas dos potenciais auditivos de tronco encefálico em indivíduos normo-ouvintes. J Braz Otorhinolaryngol. 2009; 75(3): 420-5.


Submitted date:
24/05/2011

Accepted date:
10/08/2011

6a30555da953955ea0263f9e cefac Articles

Revista CEFAC

Share this page
Page Sections