Revista CEFAC
https://www.revistacefac.org.br/article/doi/10.1590/S1516-18462012005000043
Revista CEFAC
Original Articles

Analyzing the functions of speech therapists of NASF in Recife Metropolitan Region

Análise das atribuições dos fonoaudiólogos do NASF em municípios da região metropolitana do Recife

Thaís de Lima Fernandes; Cynthia Maria Barboza do Nascimento; Fabiana de Oliveira Silva Sousa

Downloads: 0
Views: 255

Abstract

Purpose: to examine the roles of speech therapists at Family Health Support Centers (NASF) according to GM directive No. 154, of January 24, 2008.

Method: data were collected through a semi-structured questionnaire applied to the speech therapists who work at NASF in the Metropolitan Region of Recife (RMR). The questionnaire is divided into two axes, one related to the profile of the speech therapists and the other one regarding the activities and organization of the work.

Results: it was found that 100% of those surveyed are women, who claim to have experience in low-income communities. 80% of them performed home care service and 60% reported experience in multi- or interdisciplinary work. Regarding the work process of speech therapists at NASF, it was observed that 60% had a diagnosis of the area before starting the work, confirming the agreement with the Health Family Groups (ESF) to prioritize groups. All of them claim to perform integrated actions along with ESF, NASF and social institutions, with projects and intersectoral actions to include people with disabilities in 80% of them. Among the ones surveyed, 60% prioritize actions for rehabilitation.

Conclusion: the study on the professional profile and the work process of speech language therapists at NASF can help identify challenges in their daily routines, as well as support actions that promote changes in training and work process toward a more integral and effective care.

Keywords

Family Health; Speech, Language and Hearing Sciences; Primary Health Care; Public Health

Resumo

Objetivo: analisar as atribuições dos fonoaudiólogos no Núcleo de Apoio a Saúde da Família (NASF) de acordo com preconizações da portaria GM nº 154 de 24 de janeiro de 2008.

Método: os dados foram coletados por meio de um questionário semi-estruturado, aplicado aos fonoaudiólogos do NASF da Região Metropolitana do Recife (RMR), dividido em dois eixos, um relacionado ao perfil do fonoaudiólogo e outro referente às atividades desenvolvidas e organização do processo de trabalho.

Resultados: verificou-se que 100% dos entrevistados são do sexo feminino e afirmaram ter experiência em trabalhos com comunidade. Destes, 80% realizavam atendimentos domiciliares e 60% relataram experiências com trabalho multiprofissional ou interdisciplinar. Quanto às atribuições desenvolvidas pelas fonoaudiólogas no NASF, observou-se que 60% realizaram o diagnóstico de área antes do início do trabalho, confirmando a pactuação de grupos prioritários com as Equipes de Saúde da Família (ESF). Todas afirmam realizar ações integradas entre ESF, NASF e equipamentos sociais, existindo projetos intersetoriais e ações de inclusão de pessoas com deficiências em 80% destes. Dentre as entrevistadas, 60% priorizam ações de reabilitação.

Conclusão: o estudo sobre o perfil profissional e o processo de trabalho dos fonoaudiólogos atuantes nos NASF pode ajudar a identificar os desafios enfrentados no seu cotidiano e subsidiar ações que promovam mudanças na formação e atuação desses profissionais em direção a um cuidado mais integral e resolutivo.

Palavras-chave

Saúde da Família; Fonoaudiologia; Atenção Primária; Saúde Pública

References

1. Befi DA. Inserção da fonoaudiologia na atenção primária a saúde. In: BEFI, DA (org). Fonoaudiologia na atenção primária a saúde. São Paulo:Lovise;1997. p.15-36.

2. Moreira MD, Mota HB. Os caminhos da fonoaudiologia no sistema único de saúde. Rev CEFAC;2009;11(3): 516-21.

3. Goulart BNG. A fonoaudiologia e suas inserções no sistema único de saúde: análise prospectiva. Rev. Fono Bras. 2003;2(4):29-34.

4. Mendes VLF(a). Fonoaudiologia, atenção básica e saúde da família. In: Fernandes FDM, Mendes BCA, Navas ALPGP (org). Tratado de Fonoaudiologia. 2.ed: São Paulo:Roca;2009.p.612-8.

5. Chun RYS. Promoção da saúde e a produção do cuidado em fonoaudiologia.In:Fernandes FDM, Mendes BCA, Navas ALPGP (org). Tratado de Fonoaudiologia. 2.ed: São Paulo: Roca;2009.p.603-11.

6. Garcia VL, Sebastião LT. Formação e educação na saúde. In: Fernandes FDM, Mendes BCA, Navas ALPGP (org). Tratado de Fonoaudiologia. 2.ed: São Paulo:Roca;2009.p.674-81.

7. Brasil, Ministério da Saúde. Portaria GM Nº 154 de 24/01/2008. Brasília, DF. Disponível em: <http://www.saúde.gov.br/legislação. Acesso em 4 de Nov de 2009.

8. Almeida SMV, Reis RA. Políticas Públicas de Saúde em Fonoaudiologia. In: Fernandes FDM, Mendes BCA, Navas ALPGP (org). Tratado de Fonoaudiologia. 2.ed: São Paulo: Roca,2009.p.603-11.

9. Bezerra RSS, Carvalho MFS, Silva TPB, Silva FO, Nascimento CMB, Mendonça SS, et al. Arranjo matricial e o desafio da interdisciplinaridade na atenção básica: a experiência do NASF em Camaragibe/PE. Divulgação em Saúde para Debate, Rio de Janeiro, 2010;(46):51-9.

10. Molini-Alvejonas DR, Mendes VLF, Amato CAH. Fonoaudiologia e núcleo de apoio a saúde da família: conceitos e referências. Rev. Soc. Bras. Fonoaudiol. 2010;15(3):467-74.

11. Mendes VL.F(b). Editorial. Rev. Soc. Bras. de Fono. 2009;14(1):129-35.

12. Ferreira JM, Pimentel ARS, Silva CAB. Núcleo de apoio a saúde da família: relato de experiência da fonoaudiologia nas práticas públicas.17º Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia; out 21-24;Salvador-BA;2009.

13. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Diretrizes do NASF. Brasília: Ministério da Saúde, 2009.

14. Antunes DK. Perfil fonoaudiológico da comunidade do Dendê: perspectivas para futuras ações. Rev. Soc. Bras. Fonoaudiol. 2010;15(2):264-9.

15. Floriano AA. Núcleos de Apoio à Saúde da Família e a promoção das atividades físicas no Brasil: de onde viemos, onde estamos e para onde vamos. Rev Bras Ativ Fís Saúde. 2009;14(2):5-6.

16. Delgado IC, Brito ACT, Cruz ECFR, Alves GÂS, Vasconcelos ML. Concepção de profissionais da área de saúde sobre a fonoaudiologia. 17º Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia;out 21-24;Salvador-BA;2009.

17. Brites LS, Souza APR, Lessa AH. Fonoaudiologia e agentes comunitários de saúde: uma experiência educativa. Rev. Soc. Bras. de Fono.2008;13(3):258-66.

18. Almeida EC, Furtado LM. Acolhimento em saúde pública: a contribuição do fonoaudiólogo. Rev.Ciênc.Méd.Campinas, maio/jun 2006;15(3): 249-56.

19. Goulart BNG, Henckel C, Klering CE, Martins M. Fonoaudiologia e promoção da saúde: relato de experiência baseado em visitas domiciliares. Rev. CEFAC. 2010;12(5): 842-9.


Submitted date:
02/01/2011

Accepted date:
11/01/2011

6a2f0103a95395276c7a87e4 cefac Articles

Revista CEFAC

Share this page
Page Sections