Prevalence of malocclusion in children between 5 and 12 years-old in municipal schools in Araraquara
Prevalência de maloclusão em escolares de 5 a 12 anos de rede municipal de ensino de Araraquara
Eloisa Marcantonio Boeck; Karina Eiras Dela Coleta Pizzol; Natalia Navarro; Nayara Mariani Chiozzini; Ana Lígia Rozato Foschini
Abstract
Purpose: to evaluate the prevalence of malocclusion in school children between 5 and 12 years-old enrolled in public schools in Araraquara_S.P. (Brazil).
Method: based on the total number of children (7235) it was carried out the calculation of sampling, involving seven schools, a total of 3380 children. A pilot study and calibration of examiners preceded the study onset. 1934 children were excluded from the sample because they didn't apply for the inclusion criteria. In clinical evaluation, there were analyzed the inter-arcs in transverse, vertical and sagittal directions, intra-arch relationship, facial profile, growth pattern, presence of asymmetry, and harmful habits.
Results: of the total sample (1446), 80.29% had malocclusion, being more prevalent in females (81.34%) from 9 to 12 years-old (82.52%). The most prevalent dental relationship was Class I (63.27%), Standard I was the most found facial pattern (92.87%). The predominant inter-arch malocclusions were deep bite and anterior open bite, and the most prevalent intra-arches occlusal changes were spacing and rotation. According to the Chi-square test, there was no significance between malocclusion and the variables: presence of habit, asymmetry, spacing and facial profile. There was a statistically significant difference in the prevalence of variables: open bite, deep bite, spacing, sucking habits (sucking, pacifier, bottle) and the onychophagia habit, when compared the two age groups studied.
Conclusion: malocclusions affect the most children in this age group, with predominantly dental origin and with little or no facial involvement, obviating the need for early intervention.
Keywords
Resumo
Objetivo: avaliar a prevalência de maloclusões em escolares na faixa etária de cinco a 12 anos, matriculadas em escolas municipais de Araraquara.
Método: com base no número total de crianças (7235) realizou-se o cálculo da amostragem, envolvendo sete escolas, num total de 3380 crianças. Um estudo piloto e a calibração dos examinadores precederam o início da pesquisa. Foram excluídas 1934 crianças da amostra por não atenderem aos critérios de inclusão. Na avaliação clínica, foram analisados, as relações inter-arcos nos sentidos transversal, vertical e sagital, a relação intra-arcos, o perfil e padrão de crescimento, a presença de assimetria, além de hábitos deletérios.
Resultados: da amostragem total (1446), 80,29% apresentou maloclusão, sendo mais prevalente no gênero feminino (81,34%) e na faixa etária de nove a 12 anos (82,52%). A relação dentária mais prevalente foi a de Classe I (63,27%), o padrão facial mais encontrado foi o Padrão I (92,87%). As alterações oclusais inter-arcos mais encontradas foram a mordida profunda e a mordida aberta, as alterações intra-arcos predominantes foram os diastemas e as giroversões. De acordo com o Teste Qui-quadrado não houve significância entre maloclusão e as variáveis: presença de hábito, assimetria, diastemas e padrão facial. Houve diferença estatisticamente significante na prevalência das variáveis: mordida aberta, mordida profunda, diastemas e dos hábitos de sucção (dedo, chupeta, mamadeira) e onicofagia quando comparada as duas faixas etárias estudadas.
Conclusão: as maloclusões acometem a maior parte das crianças nessa faixa etária, tendo origem predominantemente dentária e com pouco ou nenhum comprometimento facial, evidenciando a necessidade da intervenção precoce.
Palavras-chave
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Submetido em:
25/11/2011
Aceito em:
25/01/2012


