Revista CEFAC
https://www.revistacefac.org.br/article/doi/10.1590/S1516-18462012005000104
Revista CEFAC
Case Reports

Speech therapy effectiveness in a case of expressive aphasia resulting from stroke

Eficácia da fonoterapia em um caso de afasia expressiva decorrente de acidente vascular encefálico

Letícia Regina Kunst; Luciéle Dias Oliveira; Vanessa Pires Costa; Fernanda Marafiga Wiethan; Helena Bolli Mota

Downloads: 0
Views: 271

Abstract

The purpose of this article was doing a report case of an aphasic client subjected to speech therapy in the clinic of a Speech Pathology and Audiology course of a federal university. The studied subject is a male patient, aged 68, treated in the clinic since May 2009. His therapeutic process was analyzed up to December 2010. The client suffered an ischemic stroke in the left cerebral hemisphere, on January 2009, when suddenly presented mutism. After the evaluations, the therapist concluded that the client presented "aphasia, compromising the oral and the writing expression, caused by ischemic stroke". So, the treatment plan was created. Since the start of therapy, significant linguistic changes could be observed in the client. A primary factor for the satisfactory recover was the quick search for the speech treatment (15 days after the stroke), because there is a degree of spontaneous recovery in aphasic clients. But, the good results are minimal without the adequate therapy. Only one month after the beginning of the therapy, the client improved substantially his vocabulary. Despite the injury area is extensive and fundamental to the language, it was observed very positive results with the therapy. So, we believe that the early speech therapy contributed a lot to the linguistic recover, since the client communicate satisfactorily, if we consider the great extension of his injury.

Keywords

Speech Therapy; Rehabilitation; Aphasia; Language; Speech, Language and Hearing Sciences

Resumo

O objetivo deste estudo de caso foi relatar e analisar o caso de um paciente afásico adulto em tratamento fonoaudiológico na clínica escola do Curso de Fonoaudiologia de uma instituição federal de ensino. O sujeito estudado é um paciente do sexo masculino, com 68 anos de idade, em tratamento na clínica escola desde maio de 2009, sendo que seu processo terapêutico foi analisado até dezembro de 2010. Quanto à história clínica, o paciente sofreu acidente vascular encefálico isquêmico no hemisfério esquerdo, em janeiro de 2009, quando repentinamente apresentou um quadro de mutismo. Após serem realizadas avaliações fonoaudiológicas, concluiu-se que o mesmo apresentava como hipótese diagnóstica "Afasia de expressão, oral e escrita, decorrente de acidente vascular encefálico isquêmico." Diante disto foi elaborado o planejamento terapêutico. Desde o início do processo de terapia foi possível observar evoluções linguísticas no paciente. O fato de o sujeito ter procurado atendimento fonoaudiológico 15 dias após o acometimento pelo acidente vascular encefálico, provavelmente foi um fator fundamental para sua boa recuperação, pois há um grau de recuperação espontânea em pacientes afásicos, porém a melhora é mínima sem o tratamento adequado. Em aproximadamente um mês de terapia fonoaudiológica, o paciente expandiu consideravelmente seu vocabulário. Apesar de a área lesada ser extensa e fundamental para a linguagem, observou-se avanços bastante positivos com a terapia. Deste modo, acredita-se que a intervenção fonoaudiológica precoce contribuiu, em grande parte, para a reorganização da atividade linguística, visto que o paciente comunica-se satisfatoriamente considerando a grande extensão de sua lesão.

Palavras-chave

Fonoterapia; Reabilitação; Afasia; Linguagem; Fonoaudiologia

References

1. Jakubovicz R, Cupello R. Introdução à afasia: Diagnóstico e terapia. 7ª ed. Rio de Janeiro: Revinter; 2005

2. Talarico TR, Venegas MJ, Ortiz KZ. Perfil populacional de pacientes com distúrbios da comunicação humana decorrentes de lesão cerebral, assistidos em hospital terciário. Rev. CEFAC. 2011; 13(2): 330-9.

3. Mac-kay AP, Ferreira V, Ferreira T. Afasias e demências: Avaliação e tratamento fonoaudiológico. São Paulo: Santos; 2003.

4. Oliveira LM. Afasia e o Modelo Interacional de Comunicação. Revista Gatilho (PPGL/ UFJF. Online). 2008; 7(4): 16-25.

5. Dobkin BH. Rehabilitation after stroke. N Engl J Med. 2005; 352(16):1677-84.

6. Caneda MAG, Fernandes JG, Almeida AG, Mugnol FE. Confiabilidade de escalas de comprometimento neurológico em pacientes com acidente vascular cerebral. Arq Neuropsiq. 2006; 64(3):709-12.

7. McLellan KCP, Donato CS, Adabo M, Panhoca I. Perfil nutricional de pacientes com afasia atendidos em uma clínica de fonoaudiologia. Cad Saúde Colet. 2008; 16(1): 99-114.

8. Ardila A. Las Afasias. Miami: Departamento de Ciencias y Trastornos de la Comunicación; 2006. 248 p.

9. Souza TNU, Payão LMC. Apraxia da fala adquirida e desenvolvimental: semelhanças e diferenças. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2008;13(2):193-202.

10. Galli JFM, Oliveira JP, Deliberato D. Introdução da comunicação suplementar e alternativa na terapia com afásicos. Rev. soc. bras. fonoaudiol. 2009;14(3): 402-10.

11. Cappa SF. Neuroimaging of recovery from aphasia. Neuropsychol Rehabil, 2000;10(3):365-76.

12. Robey RR. A meta-analysis of clinical outcomes in the treatment of aphasia. J Speech Lang Hear Res. 1998;41:172-87.

13. Breier JI, Juranek J, Maher LM, Schmadeke S, Men D, Papanicolaou AC. Behavioral and neurophysiologic response to therapy for chronic aphasia. Arch Phys Med Rehabil. 2009;90(12):2026-33.

14. Leal G. Avaliação funcional da pessoa com afasia: construção de uma escala. Re (habilitar). 2006;(3):7-24.

15. Prestes VMM. Afasia e plasticidade cerebral. [Monografia de especialização] São Paulo: CEFAC: Centro de estudos em fonoaudiologia clínica; 1998.

16. Sarno MT. Aphasia rehabilitation: psychosocial and ethical considerations. Aphasiology. 1993; 7(4):321-34.

17. Sampaio NFS. Um enfoque etnolinguístico da afasia: o centro de Convivência de afásicos (Unicamp) como uma comunidade de Fala. Sínteses. 2007; 12: 271-9.


Submitted date:
11/18/2011

Accepted date:
02/26/2012

6a341ce0a9539517b424357b cefac Articles

Revista CEFAC

Share this page
Page Sections