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Artigos Originais

Knowledge about stuttering in the city of Salvador

Conhecimento sobre a gagueira na cidade de Salvador

Naiara Tatiele Matos Fonseca; Rina Tereza D'Angelo Nunes

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Abstract

Purpose: to verify knowledge about stuttering among residents of the city of Salvador.

Method: this research is descriptive, cross sectional and quantitative with the voluntary participation of residents of the city of Salvador. They answered the questionnaire Attention to Stuttering and were matched in terms of gender, age and education.

Results: of the 417 people interviewed 78.2% claimed to have seen or known people who stutter, 52.2% reported that the person who stuttered belonged to their circle of acquaintances, 62.4% believed that more than 5% of the population stutter; 53.6% responded that stuttering begins between the ages two and five years old; 53.5% reported that stuttering occurs more often in boys than in girls, 88.7% reported that this disorder occurs in all races, 28.9% reported that its cause is psychological; 84.2% stated that stuttering has treatment, 79.6% consider people who stutter with intelligence equal to that of normal speakers, 47.6% stated that use of hearing aids is worse than stuttering and 52.8% responded that would consult a speech language therapist.

Conclusion: the population of the city of Salvador who answered the questionnaire easily identified people with stuttering, but demonstrated limited knowledge about the issues associated with it. This is a relevant factor for planning public education and health actions.

Keywords

Stuttering; Public Opinion; Knowledge; Speech, Language and Hearing Sciences

Resumo

Objetivo: verificar o conhecimento sobre a gagueira entre moradores da cidade de Salvador.

Método: trata-se de um estudo descritivo, de corte transversal e natureza quantitativa com a participação voluntária de residentes da cidade de Salvador. Todos responderam ao questionário de Atenção à Gagueira e foram equiparados quanto ao gênero, idade e escolaridade.

Resultados: das 417 pessoas entrevistadas 78,2% afirmaram ter visto ou conhecer pessoas que gaguejam; 52,2% relataram que a pessoa com gagueira pertencia ao seu círculo de relações; 62,4%, acreditam que mais do que 5% da população gagueja; 53,6% responderam que a gagueira se inicia entre os dois e os cinco anos de idade; 53,5%, referiram que a gagueira ocorre com maior frequência em meninos do que em meninas; 88,7% relataram que essa desordem ocorre em todas as raças; 28,9% referiram ser emocional a causa da gagueira; 84,2% afirmaram que a gagueira possui tratamento; 79,6% consideraram pessoas que gaguejam com inteligência igual ao de falantes normais; 47,6% afirmaram que o uso de aparelho auditivo é mais grave do que a gagueira e 52,8% responderam que consultariam um fonoaudiólogo.

Conclusão: a população respondente da cidade de Salvador revelou facilidade na identificação de pessoas com gagueira, porém demonstrou possuir conhecimento limitado sobre questões associadas a esta, fator relevante no planejamento de ações em Educação e Saúde.

Palavras-chave

Gagueira; Opinião Pública; Conhecimento; Fonoaudiologia

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Submetido em:
24/11/2012

Aceito em:
12/04/2013

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