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https://www.revistacefac.org.br/article/doi/10.1590/S1516-18462013000400025
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Original Articles

Evaluation of risk factors for voice disorders in teachers and vocal acoustic analysis as an instrument of epidemiological assessment

Avaliação dos fatores de risco para distúrbios de voz em professores e análise acústica vocal como instrumento de avaliação epidemiológica

Raquel Aparecida Pizolato; Fábio Luiz Mialhe; Karine Laura Cortellazzi; Glaúcia Maria Bovi Ambrosano; Maria Inês Beltrati Cornacchioni Rehder; Antonio Carlos Pereira

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Abstract

Purpose: conduct a prospective study to analyze risk factors for dysphonia in teachers, associated with presence of vocal alterations.

Method: one-hundred-and-two teachers (81 women and 21 men) were randomly selected from 11 schools in Piracicaba/SP, with mean age 42.48 years. A questionnaire covering aspects of the work environment and organization, vocal behavior, lifestyle and signs and symptoms of vocal alterations was applied. Acoustic analysis was performed and the dependent variables assessed were Fundamental Frequency and mean Vocal Intensity. There were associations between questionnaire variables and Fundamental Frequency, and mean Intensity. The following statistical tests were used: Chi-square, Fisher´s Exact Test and Odds Ratio calculation.

Results: individuals of the male gender had less chance of presenting altered fundamental frequency of the voice than the female gender (p<0.0001). Teachers who had been teaching elementary II and middle school had less chance of presenting alteration in fundamental frequency of the voice than those who taught in (first grade) primary schools I (p=0.04). The environmental noise was significantly associated with alteration in mean voice intensity (p=0.02).

Conclusion: factors such as female gender, teaching in primary school and exposure to work environment noise are considered risk indicators for voice disorders.

Keywords

Occupational Health; Voice Disorders; Faculty; Risk Factors

Resumo

Objetivo: avaliar fatores de risco para disfonia em professores e associá-los com presença de alteração vocal.

Método: 102 professores (81 mulheres e 21 homens) selecionados aleatoriamente de 11 escolas do município de Piracicaba/SP, com média de idade de 42,48 anos. Um questionário sobre aspectos do ambiente e organização do trabalho, comportamento vocal, estilo de vida e sinais e sintomas de alterações vocais foi aplicado. Uma análise acústica da voz foi realizada e as variáveis avaliadas dependentes foram Frequência Fundamental e a Intensidade média vocal. Foram realizadas associações entre as variáveis do questionário com a frequência fundamental e a intensidade média e utilizaram-se os testes estatísticos: Qui-quadrado, Exato de Fisher e cálculo do Odds Ratio e este é um estudo clínico prospectivo.

Resultados: os indivíduos do sexo masculino tiveram menos chance de apresentarem frequência fundamental da voz alterada do que o gênero feminino (p<0,0001). As professoras que lecionavam para o ensino fundamental II e médio tiveram menos chance de apresentar alteração da frequência fundamental da voz do que aquelas que lecionavam para o ensino fundamental (p=0,04). O ruído ambiente teve associação significante com a alteração da intensidade média da voz (p=0,02).

Conclusão: fatores como o sexo feminino lecionar para o ensino primário e estar exposto ao ruído do ambiente de trabalho foram considerados indicadores de risco para distúrbios da voz em professores.

Palavras-chave

Saúde Ocupacional; Distúrbios de Voz; Docentes; Fatores de Risco

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Submitted date:
01/02/2013

Accepted date:
04/23/2013

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