Occurrence of rhinitis, mouth breathing and orofacial alterations in adolescents with asthma
Ocorrência de rinite, respiração oral e alterações orofaciais em adolescentes asmáticos
Valdenice Aparecida de Menezes; Amanda Maria Ferreira Barbosa; Rafaella Maria Silva de Souza; Cinthia Vanessa Cavalcanti Freire; Ana Flávia Granville-Garcia
Abstract
Purpose: to determine the occurrence of rhinitis, mouth breathing and orofacial alterations in adolescents with asthma.
Method: cross-sectional study was conducted with 155 adolescents with asthma from 12 to 15 years old and both sexes, treated at the Institute Professor Fernando Figueira. The survey consisted of two phases: the first to review patients' records and carrying out two tests for further evaluation of respiratory function, being one with the help of the Glatzel mirror and the other with the counting of time of water in the mouth; the second through identification of clinical examination for orofacial alterations.
Results: the frequency of allergic rhinitis was high (80.6%), with no significant difference between female (80.9%) and male (80.5%). Regarding the pattern of breathing, 32.9% of the patients presented oral breathing. The most common facial changes for males were dark circles (93.1%), high palate (82.8%), dry lips (70.1%), inadequate lip sealing (77.0%), droopy eyes (62.1%) and elongated face (57.5%). Females had the highest frequency for the following characteristics: dark circles (91.2%), high palate (85.3%), inadequate lip sealing (67.6%), dry lips (63.2%) elongated face (66.2%) and narrow upper lip (57.4%).
Conclusion: in adolescents with asthma, the frequency of allergic rhinitis was high, as well as the occurrence of oral breathing and facial changes.
Keywords
Resumo
Objetivo: determinar a ocorrência de rinite, respiração oral e alterações orofaciais em adolescentes asmáticos.
Método: estudo do tipo transversal, realizado com 155 adolescentes asmáticos de 12 a 15 anos e de ambos os sexos, atendidos no Instituto Materno Infantil Professor Fernando Figueira. O levantamento de dados consistiu de duas etapas: a primeira para análise dos prontuários dos pacientes e da realização de dois testes para avaliação adicional da função respiratória. Sendo um com o auxílio do espelho de Glatzel e o outro com a contagem do tempo de permanência da água na boca. A segunda por meio de exame clínico para identificação das alterações orofaciais.
Resultados: a frequência de rinite alérgica foi elevada (80,6%), não existindo diferença significante entre o sexo feminino (80,9%) e o masculino (80,5%). Quanto ao padrão de respiração 32,9% dos asmáticos apresentaram respiração oronasal. As alterações faciais mais frequentes para o sexo masculino foram: olheiras (93,1%), palato ogival (82,8%), lábios ressecados (70,1%), selamento labial inadequado (77,0%), olhos caídos (62,1%) e face alongada (57,5%). O sexo feminino apresentou as maiores frequências para as seguintes características: olheiras (91,2%), palato ogival (85,3%), selamento labial inadequado (67,6%), lábios ressecados (63,2%) face alongada (66,2%) e lábio superior estreito (57,4%).
Conclusão: em adolescentes asmáticos a frequência de rinite alérgica foi alta, bem como a ocorrência de respiração oral e de alterações faciais.
Palavras-chave
Referencias
1. Toyoshima MTK, Ito GM, Gouveia N. Morbidade por doenças respiratórias em pacientes hospitalizados em São Paulo/SP. Rev. Assoc. Med. Bras. 2005;51(4):209-13.
2. IV Diretrizes Brasileiras para o Manejo da Asma. J. Bras. Pneumol. 2006;32(7):447-74.
3. Camargos PAM, Rodrigues MESM, Solé D, Scheinmann P. Asma e rinite alérgica como expressão de uma única doença: um paradigma em construção. J. Pediatr. 2002;78(2):123-8.
4. Passalacqua G, Ciprandi G, Canonica GW. The nose-lung interaction in allergic rhinitis and asthma: united airways disease. Curr Opin Allergy Clin Immunol 2001;1:7-13.
5. Campos JADB, Zuanon ACC. Síndrome do Respirador Bucal. J Bras Ortodon Ortop Facial 2005;10(55):108-11.
6. Menezes VA, Leal RB, Pessoa RB, Pontes RMES. Prevalência e fatores associados à respiração oral em escolares participantes do projeto Santo Amaro – Recife, 2005. Rev. Bras. Otorrinolaringol. 2006;72(3):394-9.
7. Bassi IB, Motta AR, Franco LP. Eficácia do emprego do espelho de Glatzel na avaliação da permeabilidade nasal. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2009;14(3):367-717.
8. Silva MAA, Marchesan IQ, Ferreira LP, Schmidt R, Ramires RR. Posture, lips and tongue tone and mobility of mouth breathing children. Rev. CEFAC [online]. 2012; 09: ahead of print.
9. Antunes JLF, Peres MA. O Método Epidemiológico de Investigação e sua Contribuição para a Saúde Bucal. Epidemiologia da Saúde Bucal. 1ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2006.
10. Blaiss MS. Allergic Rhinits in Schoolchildren Consensus Group. Allergic rhinitis and impairmentissues in schoolchildren: a consensus report. Curr Med Res Opin. 2004;20(12):1937-52.
11. Craig TJ, Hanks CD, Fisher LH. How do topical nasal corticosteroids improve sleep and daytime somnolence in allergic rhinitis? J Allerg Clin Immunol. 2005;116(6):1264-6.
12. Blaiss MS. Important aspects in management of allergic rhinitis: compliance, cost, and quality of life. Allergy Asthma Proc. 2003;24(4):231-8.
13. Ibiapina CC, Sarinho LE, Cruz Filho AA, Camargos PA. Rinite, sinusite e asma: indissociáveis? J Bras Pneumol 2006;32:357-66.
14. Koh YY, Kim CK. The development of asthma in patients with allergic rhinitis. Curr Opin Allergy Clin Immunol. 2003;3:159-64.
15. Togias A. Rhinitis and asthma: evidence for respiratory system integration. J Allergy Clin Immunol. 2003;111:1171-83.
16. Kanani AS, Broder I, Greene JM, Tarlo SM. Correlation between nasal symptoms and asthma severity in patients with atopic and nonatopic asthma. Ann Allergy Asthma Immunol. 2005;94:341-7.
17. Worldwide variations in the prevalence of asthma symptoms. The International study of asthma and allergies in childhood (ISAAC). Eur Respir J. 1998;12(2):315-35.
18. Imbaud T, Wandalsen G, Nascimento EF, Wandalsen NF, Mallozi MC, Dirceu S. Respiração bucal em pacientes com rinite alérgica: fatores associados e complicações. Rev. bras. alergia imunopatol. 2006;29(4):183-7.
19. Cintra CFSC, Castro FFM, Cintra PPVC. As alterações oro-faciais apresentadas em pacientes respiradores bucais. Rev Bras Aler Imunopatol.2000;23(2):78-83.
20. Barros JRC, Becker HMG, Pinto JA. Avaliação de atopia em crianças respiradoras bucais atendidas em centro de referência. J Pediatr. 2006;82 (6):458-64.
21. De Lemos CM, Wilhelmsen NSW, Mion O, Júnior JFM. Alterações funcionais do sistema estomatognático em pacientes com rinite alérgica. Arq. Int. Otorrinolaringol. 2007;11(4):380-6.
22. Queluz DP, Gimenes CMM. A síndrome do respirador bucal. Rev CROMG. 2000; 6(1):4-9.
23. Rodrigues HOSN, Faria SR, Paula FSG, Motta AR. Ocorrência de respiração oral e alterações miofuncionais orofaciais em sujeitos em tratamento ortodôntico. Rev CEFAC. 2005;7(3):356-62.
24. Motonaga SM, Berth LC, Lima A. Respiração bucal: causas e alterações no sistema estomatognático [dissertação]. Ribeirão Preto (SP): Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto; 2004.
25. Junior EF, Ezequiel OS, Gazêta GS. A importância da rinite alérgica na etiologia da respiração bucal. HU Rev. 2006;32(3):71-5.
26. Campanha SMA, Fontes MJF, Camargos PAM, Freire LMS. The impacto f speech therapy on asthma and allergics rhinitis control in mouth breathing children and adolescents. J Pediatr. 2010;86(3):202-8.
27. Campanha SMA, Freire LMS, Fontes MJF. O impacto da asma, da rinite alérgica e da respiração oral na qualidade de vida de crianças e adolescentes. Rev CEFAC. 2008;10(4):513-9.
28. Branco A, Ferrari GF, Weber SAT. Alterações orofaciais em doenças alérgicas de vias aéreas. Rev paul pediatr. 2007; 25(3):266-70.
Submitted date:
20/12/2011
Accepted date:
09/04/2012


