The relationship between the lack of stapedial muscle reflex and the presence of (central) auditory processing disorders
Relação entre ausência do reflexo do músculo estapédio e presença de distúrbios do processamento auditivo (central)
Paolla Magalhães Leles; Suzelaine de Souza Teles Pacheco; Mônica Pires de Castro; Ana Cláudia Mirandôla Barbosa Reis; Érika Ludovice Mathias; Lucinda Maria de Fátima Coelho; Antônio Carlos Marangoni
Abstract
Purpose: to characterize and relate the findings of the acoustic reflex of the stapedial muscle in individuals diagnosed with Auditory Processing Disorder.
Methods: descriptive retrospective cross-sectional research submitted and approved by the Ethics in Research Committee, under protocol number 0047/11. The sample consisted of 83 individuals (57 males and 26 females), who showed abnormalities in auditory processing associated with the absence of acoustic reflex.
Results and Discussion: the results showed that the frequencies which lack more in the acoustic reflex both in the ipsilateral and in contralateral research were 4000 Hz, 3000 Hz and 500 Hz, respectively for both, but without significant difference in the statistical analysis. Also, in both groups the auditory skills which presented more change frequency were the speech in noise and temporal ordering which called the attention to their number when compared to other skills without significant difference in the statistical analysis performed by the Fisher, chi-square and ANOVA tests.
Conclusion: with shown results we can conclude that the nervous system structures for the central hearing are responsible for the bridge reflex system of the stapedial muscle, which also relate to the acoustic physiologic of the auditory skills which shows a possible relation to the lack of RA to the changes of the disorder of the (central) auditory processing.
Keywords
Resumo
Objetivo: caracterizar e relacionar os achados do reflexo acústico do músculo estapédio em indivíduos com diagnóstico de distúrbios do processamento auditivo (central).
Métodos: pesquisa transversal descritiva retrospectiva, submetida e aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa, sob o protocolo nº 0047/11. Amostra constituiu-se de 83 prontuários de indivíduos de ambos os gêneros (57 masculino e 26 feminino) que apresentaram alteração na avaliação do processamento auditivo (central) associada à ausência do reflexo acústico.
Resultados e Discussão: os resultados demonstraram numericamente que as frequências com maior número de ausência do reflexo acústico, tanto na pesquisa contralateral quanto na ipsilateral, foram 4KHz, 3KHz e 500Hz respectivamente, para ambos os gêneros, mas, sem diferença significante no tratamento estatístico. Também, em ambos os grupos, as habilidades auditivas que apresentaram maior frequência de alterações foram figura fundo e ordenação temporal, que sobressaíram em número quando comparadas com as demais habilidades, e sem diferença significante no tratamento estatístico realizado com os testes de Fisher, Quiquadrado e Anova.
Conclusão: os resultados da presente pesquisa nos levam a concluir que as estruturas do sistema nervoso auditivo central responsáveis pelo sistema do arco reflexo do músculo estapédio, também relacionam-se aos mecanismos fisiológicos auditivos das habilidades auditivas, o que evidencia a possível relação entre a ausência do RA com alterações do distúrbio do processamento auditivo (central).
Palavras-chave
References
1. Anastásio ART, Santos TMM. Identificação de sentenças sintéticas (SSI) e reflexo acústico contralateral. Pró-Fono Rev. Atual. Cient. 2005;17(3):355-66.
2. Simmons FB. Perceptual theories of middle ear muscle function. J Acoustic Soc. 1962;34:1524-34.
3. Borg E, Zakrisson JE. Stapedius reflex and monoaural masking. Acta Otolaryngol. 1974;78:155-61.
4. Colletti V, Fiorino F, Verlatog, Carner M. Acoustic reflex selectivity: brain stem auditory evoked response and speech discrimination. In: Katz J. Auditory processing: a transdisciplinary view. 1992. p. 39-46.
5. Meneguello J, Domenico MLD, Costa MCM, Leonbardt FD, Barbosa LHF, Pereira LD. Ocorrência de reflexo acústico alterado em desordens do processamento auditivo. Rev. Bras. Otorrinolaringol. 2001;67(6):830-5.
6. Carvallo RMM. O efeito do reflexo estapediano no controle da passagem da informação sonora. In: Schochat E. Processamento auditivo. 1. ed. São Paulo: Lovise; 1997. p. 27-35.
7. Musiek FE, Chermark GD. Neurobiology of the central auditory nervous system relevant to central auditory processing. In: Central auditory processing disorders. San Diego: Singular Publishing Group; 1997. p. 27-70.
8. Lautenschlager L, Tochetto T, Costa MJ. Recognition of speech in noise and relations with suppression of otoacustic emissions and the acoustic reflex. Braz. J. Otorhinolaryngol. 2011;77(1):115-20.
9. Attoni TM, Quintas VG, Mota HB. Auditory processing, acoustic reflex and phonological expression. Braz. J. Otorhinolaryngol. 2010;76(6):753-61.
10. Attoni TM, Quintas VG, Mota HB. Evaluation of auditory processing and phonemic discrimination in children with normal and disordered phonological development. Braz. J. Otorhinolaryngol. 2010;76(6):762-8.
11. Marotta RMB, Quintero SM, Morone SAM. Avaliação do processamento auditivo por meio do teste de reconhecimento de dissílabos em tarefa dicótica SSW em indivíduos com audição normal e ausência do reflexo acústico contralateral. Rev. Bras. Otorrinolaringol. 2002;68(2):254-61.
12. Linares AE, Carvalho MM. Latência do reflexo acústico em crianças com alteração do processamento auditivo. Arq. Int. Otorrinolaringol. [citado em 29 set 2011]. Disponível em: http://www.arquivosdeorl.org.br/conteudo/acervo_port_print.asp?id=257.
13. Weisstein EW. Teste exato de Fisher. De MathWorld. [Um recurso da Web Wolfram]. [citado em 29 set 2011]. Disponível em: http://mathworld.wolfram.com/FishersExactTest.html.
14. The Chi Square Statistic. [citado em 29 set 2011]. Disponível em: http://math.hws.edu/javamath/ryan/ChiSquare.html.
15. Attoni TM, Mota HB. Investigação e análise do reflexo acústico contralateral em crianças com desvio fonológico. Braz. J. Otorhinolaryngol. 2010;76(2):231-7.
16. Como funciona a ANOVA. [citado em 30 set 2011]. Disponível em: http://leg.ufpr.br/~shimakur/CE701/node91.html.
Submitted date:
01/26/2012
Accepted date:
04/26/2012


